Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2019

Zeca Viana diz que Taques vai intervir se G-11 da base aliada não chegar a consenso




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O deputado estadual Zeca Viana (PDT) afirmou que o governador eleito Pedro Taques (PDT) deve interferir na disputa pelo comando da Mesa Diretora apenas se não houver “consenso” no grupo denominado G-11.

No grupo da base do pedetista estão na disputa pelo comando do Poder Legislativo os deputados Guilherme Maluf (PMDB), José Eduardo Botelho (PSB), Dilmar Dal’Bosco (DEM) e o próprio Zeca Viana.

“O Pedro Taques não está apoiando ninguém. Ele apoia o consenso do grupo. Em uma reunião, ele falou isso para nós, que o entendimento tem que vir do grupo. Mas se não houver esse entendimento o governador irá interferir, sim”, afirmou.

Segundo o parlamentar, as próximas reuniões do G-11 podem já definir um nome para a disputa.

“Temos quatro deputados que colocaram o nome à disposição. O nosso objetivo é definir já nas próximas reuniões quem desses seria o nome de consenso. Saindo esse nome, iremos trabalhar mais amplamente para angariar apoio de outros deputados”, afirmou.

“Quero disputar, sim, mas não vou criar resistência. Sou altamente flexível, abro para qualquer um do nosso grupo ou qualquer entendimento que por ventura vier. Se optarem pelo meu nome, seguirei em frente, caso contrário, está ótimo também”, disse.

Angariando apoio

Zeca Viana afirmou que o grupo irá buscar apoio de outros deputados assim que definirem o candidato ao comando da Mesa.

Segundo ele, a expectativa é que de quatro a cinco parlamentares passem a ser situação.

Com isso, o grupo passaria de 11 para 15 ou 16 parlamentares situacionistas, se tornando maioria. Até o momento, teórica e oficialmente, a oposição ao novo governador é maioria.

“O que nos favorece é que a maioria quer mudança. Para isso, estamos discutindo sobre o assunto. Precisamos definir onde irá mudar, o que será mudado e quais as prioridades. Então, tentar chegar em um entendimento para trazer o apoio da oposição. Mas se vão fazer parte da Mesa ou não dependerá das negociações futuras”, disse.

“Tenho vários colegas que não estão satisfeitos com esse modelo que vem sendo administrado. Os deputados, nesta legislatura, foram menosprezados por esse governo do Silval Barbosa e precisamos ser valorizados. Então, temos que conversar e vai ser o diálogo que irá fazer a diferença”, afirmou.

"Traíra"

Viana ainda minimizou as falas do deputado eleito Oscar Bezerra (PSB), que afirmou, recentemente, que o parlamentar que deixar o G-11 será tachado de “traíra”.

“Não é que será considerado traíra. O que acontece é que fomos bem transparentes em nossas reuniões. Pedimos para que quem tivesse um comprometimento com o outro lado que se manifestasse para a gente não contar ele em uma eventual disputa. Mas todos tem liberdade para ir para qual grupo quiser”, disse.

“A gente sabe que existe muito interesse particular e não coletivo nesse tipo de disputa. Mas temos que trabalhar com intuito, intenção e foco no interesse coletivo, deixando os particulares de lado para fazer essa transformação quer a sociedade espera”, completou.


Autor:Mídia News


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