Sbado, 28 de Marco de 2020

ndios montam operao para poder salvar pirarucus de estiagem na Ilha do Bananal




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A longa estiagem que atinge o Tocantins se tornou também em uma ameaça a um dos mais conhecidos peixes do Brasil. Por causa do baixo nível dos lagos na Ilha do Bananal, os índios da região montaram uma operação para salvar o pirarucu.

A missão era combater incêndios, mas a brigada formada pelos índios descobriu que a seca não levava só fogo para a maior ilha de água doce do mundo.

"A gente se deparou com o lago, e o lago estava completamente cheio de peixe morrendo. Você olhava para dentro do lago e via os peixes todos com a cabeça de fora, procurando oxigênio”, revela Pedro Xerente, gerente estadual do Prevfogo-Ibama.

No período de chuva, metade da Ilha do Bananal, no Tocantins, fica debaixo d'água. Com a estiagem, mais de 3 mil lagoas se formaram. São tantas, que nem sempre o socorro chega a tempo.

É até difícil acreditar, mas em uma área existia uma lagoa. Só que ela não suportou seis meses de estiagem. O local é de difícil acesso, fica no meio de uma mata fechada. São horas para chegar até lá. E, sem água, dos peixes que viviam no lugar, só restaram as carcaças.

"Além do tempo, existe a onça, que pega o pirarucu. O jacaré que come bastante. O próprio pescador clandestino que passa e pega o peixe também para comércio de forma clandestina", constata Vantuires Javaé, chefe de brigada.

Os peixes salvos são transportados em um tanque e devolvidos para o rio mais próximo. Em uma semana foram mais de 300 pirarucus.

"Eles estão descansados, saem e vão embora. É mais uma vitória para nós, porque fizemos alguma coisa", conclui um homem.


Autor:Jornal Nacional


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