Quinta-Feira, 21 de Novembro de 2019

Pastora é denunciada pelo MPF por maus tratos e escravidão de criança no Araguaia




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 O caso de maus tratos infligidos por uma pastora a uma criança xavante de 11 anos, de Mato Grosso, ocorrido em Goiânia-GO em 2010, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) no início da semana. A vítima está hoje com 13 anos e mora com os pais na aldeia São Marcos, em Barra do Garças.

De acordo com a ação, a pastora Wilma Ferreira Melo Batista forçava a menina xavante a lavar e passar roupas, limpar o chão da residência, lavar banheiros, além de cozinhar no período de maio de 2009 a novembro de 2010.

Inicialmente o caso foi investigado pela Polícia Civil, mas pelo fato da índia ser submetida a serviços a trabalhos análogos a escravidão foi repassado a Polícia Federal.

O procurador da República, Daniel Resende Salgado, destacou na denúncia que a pastora tem uma filha da mesma idade da indígena e que era poupada das tarefas domésticas, enquanto a vítima era submetida a riscos em manusear facas e aparelhos na cozinha. Oferecida à denúncia, as partes serão ouvidas agora perante o juiz.

 

Entenda o caso

A família da vítima saiu da aldeia de Barra do Garças a procura de atendimento médico em Goiânia e ficou hospedada numa casa de apoio. O pai da menina procurou a igreja para receber apoio material e religioso. Ela então foi entregue aos cuidados da pastora.

Segundo o procurador, a pastora ameaçava castigar a menina casa não fizesse as atividades domésticas e ainda tinha que distribuir panfletos na igreja.

De acordo com Salgado, os professores onde a menina estudava perceberam que ela sempre aparentava cansaço, indisposição e hematomas. Pelo pedido da Procuradoria, a pena pode chegar a 16 anos de prisão. A pena para este tipo de crime pode chegar a 16 anos de reclusão.


Autor:TV Anhanguera


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