Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019

Laboratório da Empaer de MT produz mudas de banana isentas de pragas e doenças




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Após multiplicação e desenvolvimento no laboratório, mudas vão para a casa de vegetação e em seguida para o plantio no campo.

Com o objetivo de fomentar a cultura da bananeira no estado de Mato Grosso, o laboratório de Cultura de Tecido Vegetal da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), localizado no município de Várzea Grande, realiza a multiplicação de mudas de bananeira da variedade farta velhaco ou mais conhecida como banana da terra. As mudas são produzidas in vitro isentas de pragas e doenças como a Sigatoka Negra e ao Mal do Panamá e com a vantagem de produzir até 40% a mais que as plantas convencionais.

O coordenador do laboratório de cultura de tecido vegetal, Marcílio Bobroff Santaella, explica que o trabalho de pesquisa é inédito no estado de Mato Grosso e pretende apresentar resultados para o produtor rural no final de 2015. Ele destaca que a intenção é comercializar 150 mil mudas de banana para os produtores da Baixada Cuiabana. Os preços podem chegar a R$ 1,80 a muda in vitro e a prontas para plantio, medindo de 20 a 30 centímetros por R$ 4,00 a unidade.

Ele destaca que métodos de propagação e produção de mudas in vitro, vêm sendo desenvolvidos e aperfeiçoados para elevar a taxa de multiplicação em curto espaço de tempo e melhorar a qualidade das mudas. O processo de micropropagação é realizado em fases, a primeira é a escolha da planta matriz, desinfestação do material, estabelecimento, multiplicação, enraizamento e aclimatização das mudas. As mudas permanecem com controle de luminosidade e temperatura durante sete meses.

Após a multiplicação e desenvolvimento da planta no laboratório as mudas vão para a casa de vegetação e em seguida para o plantio no campo. Para conferir o comportamento da espécie foi implantado experimentos no Centro Regional de Pesquisa e Difusão de Tecnologia da Empaer, no município de Cáceres (225 km a Oeste da capital). O objetivo é mostrar as unidades com mudas de bananeiras para produtores rurais, alunos e interessados no cultivo da cultura.

O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo a Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) com a finalidade de oferecer mudas de bananeira de qualidade. Marcílio lembra que 80% dos bananais foram dizimados devido ao plantio de mudas propagadas pelo método tradicional (rizoma), que transmitem doenças e pragas para novas áreas. Com a micropropagação será possível obter mudas de qualidade e a introdução de variedades resistentes.


Autor:Jornal da Noticia com Assessoria


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