Quinta-Feira, 28 de Maio de 2020

Mais de 2 mil pessoas so mortas em massacre do grupo Boko Haram na Nigria




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Centenas de corpos permanecem espalhados no meio do mato, em solo nigeriano, após um ataque de terroristas islâmicos em dia 3 de janeiro. A Anistia Internacional disse, nesta sexta-feira, que o massacre foi o mais letal da história do grupo Boko Haram. Já segundo a agência EFE, “centenas de pessoas” teriam sido assassinadas pela milícia em dois ataques na cidade de Baga esta semana.

Porta-voz do governo, Mike Omeri disse que os combates continuaram na sexta-feira na tentativa de recuperar o controle da cidade de Baga, na fronteira com o Chade, onde os insurgentes tomaram uma base militar em 3 de janeiro e atacaram novamente na quarta-feira.

— As forças de segurança têm respondido rapidamente e utilizado recursos significativos, além de realizar ataques aéreos contra os militantes — afirmou Omeri em um comunicado.

Chefe do distrito, Baba Abba Hassan informou que a maioria das vítimas são crianças, mulheres e idosos que não conseguiram correr rápido o suficiente quando os insurgentes invadiram Baga, disparando granadas e fuzilando os habitantes.

— A carnificina humana perpetrada pelos terroristas do Boko Haram em Baga foi enorme — lamentou à agência Associated Press Muhammad Abba Gava, porta-voz de um grupo de civis que luta contra a Boko Haram.

Ele disse que os combatentes civis desistiram de tentar contar todos os corpos.

— Ninguém conseguiu prestar assistência aos corpos, e até mesmo os gravemente feridos já devem ter morrido agora — contou Gava.

Segundo um comunicado oficial da Anistia Internacional, há relatos de que a cidade foi arrasada e que cerca de 2 mil pessoas foram mortas.

Se a informação for verdadeira, ela “marca uma escalada preocupante e sangrenta dos ataques do Boko Haram”, de acordo com Daniel Eyre, pesquisador da Anistia Internacional na Nigéria.

Antes do ataque desta semana, o dia mais sangrento da revolta nigeriana tinha sido 14 de março do ano passado, quando soldados atiraram em prisioneiros desarmados num ataque ao quartel militar da cidade de Maiduguri. Segundo a Anistia Internacional, imagens de satélite indicaram que mais de 600 pessoas foram mortas naquele dia.

A revolta que já dura cinco anos matou mais de 10 mil pessoas só no ano passado, de acordo com o Conselho de Relações Exteriores, com sede em Washington. Mais de um milhão de pessoas estão deslocadas, dentro da Nigéria, e centenas de milhares fugiram pelas fronteiras com Chade e Camarões.

Os Estados Unidos condenaram “a recente escalada de ataques contra civis” perpetrada pelo Boko Haram no nordeste da Nigéria, e pediu que os autores sejam “responsabilizados” por seus atos.

— Todos os autores dos ataques terroristas devem ser considerados responsáveis — afirmou o Departamento de Estado em um comunicado divulgado na noite de sexta-feira.

A porta-voz da diplomacia americana, Jennifer Psaki, ainda ressaltou que o Boko Haram “não mostra nenhum respeito pela vida humana”.

Depois de prometer colaborar para “acabar com a praga do Boko Haram”, Washington pediu que a “Nigéria e seus vizinhos tomem as medidas necessárias para responder à ameaça” representada pelo grupo fundamentalista muçulmano.

— Organizações terroristas como o Boko Haram não devem impedir a Nigéria de realizar eleições pacíficas que reflitam a vontade do povo nigeriano — acrescentou Jennifer.

Eleições presidenciais na Nigéria estão marcadas para 14 de fevereiro, embora muitos observadores expresseram dúvidas sobre a credibilidade de uma consulta popular da qual os habitantes da região nordeste do país, controlada pelos terroristas, não poderão participar.

Pelo menos 19 pessoas morreram neste sábado, quando uma bomba amarrada ao corpo de uma menina de dois anos de idade foi detonada em um mercado lotado de pessoas em Maiduguri, segundo a polícia local.

Nos últimos seis meses, o Boko Haram assumiu o controle de dezenas de aldeias, nas regiões de Borno e Adamawa, no Leste.


Autor:G1


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