Sábado, 17 de Agosto de 2019

PDT avalia que PedroTaques procura pretexto para sair e impõe "mordaça" a Zeca Viana




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O presidente regional do PDT, deputado Zeca Viana, não vai mais trombar com o governador Pedro Taques. A ordem veio de cima. Ele prometeu seguir a risca orientação do ex-ministro Carlos Lupi, que foi reconduzido à direção nacional.

Na última quinta, em Brasília, Zeca e Lupi tiveram uma longa conversa. Lupi disse ao deputado que Taques não está confortável dentro do PDT e tende a buscar pretexto para pedir desfiliação. Mas essa munição, diz Lupi, o governador mato-grossense não terá, desde que Zeca mude de postura. Lupi pediu que o parlamentar não agisse mais com rebeldia. Sabe que, com Taques, bateu, levou.

Enfatizou que apoia Zeca irrestritamente e o chamou de companheiro e parceiro, mas não o aceita fazendo provocações e ataques, mesmo não sendo possível restabelecer a boa relação política do deputado com o Palácio Paiaguás. Zeca concordou. Será light a partir de agora. Se Taques optar pela desfiliação, terá de buscar outros argumentos.

Em meio à choradeira, Lupi e Zeca compartilharam mutuamente mágoas de Taques. Concluíram que não podem contar com o governador nas ações partidárias. Reclamaram de abandono, da infidelidade e da mudança de postura. Sentem-se ignorados pelo chefe do Executivo.

Relações tensas

Com Lupi, governista de carteirinha, Taques não tem boa relação política desde quando atuava como senador. Com Zeca, o conflito “azedou” no mês passado. Zeca quer se fazer de injustiçado, mas, de vítima, não tem nada. Foi ele quem forçou a barra. Queria ser presidente da Assembleia de qualquer jeito. Primeiro, tentou costurar apoio pelo grupo dos 11 da base governista. Não avançou. Partiu, então, para oposição. Se juntou com caciques do PSD, do PMDB e do PR, que são adversários de Taques. O governador entendeu o recado como provocação. Respaldou o tucano Guilherme Maluf, que foi eleito.

De lá para cá, Zeca, sem papas na língua, passou a disparar a metralhadora verbal em direção ao governo, inclusive com expressões agressivas. E ficou uma fera quando o primo de Taques e chefe da Casa Civil, Paulo Taques, declarou que o Executivo já estava considerando o deputado pedetista como opositor. E iria tratá-lo como tal. Nos bastidores, o governo vê Zeca como inexpressivo e mal articulado. E fechou as portas para ele. Não acatou uma indicação do pedetista para cargo na administração.

Nem o líder do governo na Assembleia, tucano Wilson Santos, que teve uma demorada reunião com Zeca, está conseguindo reabrir espaço com o deputado rebelde no Paiaguás. A ruptura política entre o deputado e o governador, embora sejam do mesmo partido, ganhou dimensões e contorno de um caminho sem volta.


Autor:RDNews


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