Sábado, 16 de Novembro de 2019

Presidente vota contrário, mas CPI da Copa adia oitiva do ex-deputado José Riva




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A oitiva em condição de testemunha do ex-deputado estadual José Geraldo Riva que estava marcada para acontecer nesta terça-feira (5), foi redesignada para nova data a ser marcada conforme a agenda da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa.

O presidente da CPI, deputado estadual Oscar Bezerra (PSB) se posicionou contrário às justificativas apresentadas pela defesa do ex-deputado para o adiamento da sessão. Porém, com três votos a um, a oitiva será remarcada.

Conforme o presidente da CPI, a defesa do ex-deputado pediu adiamento da oitiva, tendo em vista as audiências com testemunhas que estão sendo realizadas em julgamento de ação penal.

O presidente explicou que este primeiro pedido foi negado ainda ontem, e que nova justificativa foi apresentada, alegando que os advogados do ex-deputado precisam acompanhar as audiências, o que acarretaria no cerceamento de defesa.

Oscar Bezerra considerou o embasamento jurídico da defesa, que não poderia acompanhar o depoimento à CPI e a audiência simultaneamente, porém, votou contrário, pois, acredita que seria possível a presença do depoente. Os deputados Mauro Savi, Wagner Ramos e Baiano Filho votaram pelo adiamento da oitiva.

“Já fazem 20 dias da convocação do ex-deputado, acatei o embasamento jurídico como presidente da CPI e coloquei em votação a aceitação da justificativa com pedido de adiamento, mas enquanto político gostaria de ouvi-lo hoje, não teria motivo eminente para não estar aqui. Não consigo dimensionar qual prejuízo ele teria, vindo esclarecer os fatos referentes às Obras da Copa, principalmente da troca do modal BRT pelo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)”, observou o presidente.

De acordo com Oscar, a atuação política do ex-deputado foi imprescindível para a escolha do modal a ser implantado para atender à Copa do Mundo e o seu depoimento seria fundamental para contribuir com os trabalhos de investigação da CPI. “Ele foi o lobista do VLT, pois, sem a sua atuação enquanto agente político, talvez não houvesse a mudança do modal. Então queremos saber o que levou a esta interferência para a troca do BRT pelo VLT”, opinou.

“Neguei a primeira justificativa, pois, é fato público e notório que a defesa do ex-deputado havia pedido a dispensa de que o réu comparecesse a todas as audiências desta ação penal, e que foi acatada pela juíza. Foi indeferido monocraticamente, e nesta segunda justificativa foi apresentado que os advogados não poderiam acompanhá-lo aqui em vista destas audiências. E estaríamos cometendo o ato de cerceamento de defesa, e para garantir a validade das testemunhas colocamos em votação, e foi vitoriosa a redesignação. Contestei mesmo sabendo da validade jurídica”, explicou.

Uma nova data será deliberada para a remarcação da oitiva do ex-deputado José Geraldo Riva. O presidente da CPI não descarta acareação entre os ex-gestores do Estado como o ex-governador Silval Barbosa e o ex-secretário da Copa Maurício Guimarães com o ex-deputado, para esclarecer os motivos que levaram a mudança no modal.


Autor:AMZ Noticias com Assessoria


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