Sexta-Feira, 15 de Novembro de 2019

Curso com 300 alunos do Corpo de Bombeiros ensina como combater o Aedes aegypti




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Atentos e concentrados. Assim estiveram os 300 alunos do Corpo de Bombeiros durante o primeiro curso de Noções Básicas para Ações de Prevenção e Controle do mosquito Aedes aegypti. Promovido pela Sala de Comando e Controle para o desenvolvimento de ações de combate ao vetor, com envolvimento de várias secretarias estaduais, o curso foi realizado nesta segunda-feira (11.01), em Cuiabá.

A capacitação foi ministrada pela técnica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Vilma Jucineide de Souza, responsável pelo Levantamento Rápido de Índice Larvário (Lira), e pelo representante do Escritório Regional da Baixada Cuiabana, Osmar Luis Pereira da Silva Neto.

Ambos destacaram que o controle do mosquito representa um grande desafio para profissionais de saúde, gestores públicos e para a população. “O trabalho de prevenção dos focos de mosquito depende do envolvimento de todos e, principalmente, da presença dos agentes de combate às endemias”, frisou Vilma.

Outra orientação importante, segundo a técnica, é como proceder durante uma visita. Ela salientou que a identificação deve ser feita com clareza e objetividade, informando sobre os objetivos da visita domiciliar e solicitando permissão para entrar no imóvel. “Orientamos que nas casas a visita deve ser realizada inicialmente pela parte dos fundos do quintal, vistoriando detalhadamente todos os espaços, inclusive calhas, árvores e muros, dispondo de melhor atenção aos reservatórios de água”.

Sobre o ciclo de vida do mosquito, Osmar Neto esclareceu que, ao contrário de muitas espécies de mosquitos, uma fêmea do Aedes aegypti espalha seus ovos em diversos criadouros de uma mesma casa ou não. Os ovos são depositados em recipientes com água, porém fora do meio líquido, próximo à linha d’água, ficando aderidos à parede interna dos recipientes. Por isso a importância de sempre lavar os recipientes ao trocar a água, não apenas jogar fora o líquido. O período para o desenvolvimento embrionário dura, em condições favoráveis, de dois a três dias. “A atenção precisa ser redobrada quando se encontra um foco, e saber identificar esses locais é uma das orientações do curso”.

O aluno soldado do Corpo de Bombeiros Eduardo Lino Vieira Rego é um dos 300 participantes que receberam as instruções de como proceder nas inspeções em depósitos, terrenos baldios, caixas d’água, calhas, telhados e no interior das residências. Eduardo é morador do Bairro Coophema, na Capital, e disse que a família está preocupada porque sua irmã está grávida. “Estamos atentos a todas as informações sobre a micocefalia, chikungunya e o zika vírus. Sabemos da importância de toda comunidade para combater o mosquito. O curso é um norte para que possamos ser multiplicadores de informações corretas de como combater e conhecer o ciclo de vida do vetor”.

Novas ações estão sendo consolidadas para serem realizadas no decorrer do mês de janeiro pela Sala de Comando e Controle, que se reúne semanalmente para definir as linhas de atuação. A iniciativa faz parte do Plano Emergencial de Enfrentamento e Combate ao mosquito Aedes aegypti.


Autor:AMZ Noticias com Maricelle Vieira


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