Quarta-Feira, 20 de Novembro de 2019

Silval Barbosa depõe e nega acusações sobre desvio milionário




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Em depoimento prestado a juíza Selma Rosane de Arruda, responsável pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) garantiu que não teve envolvimento no esquema criminoso que desviou R$ 2,6 milhões dos cofres do Estado por meio de fraude na concessão de benefícios fiscais.

O peemedebista afirma que durante todo o período em que esteve à frente do Palácio Paiaguás sempre agiu conforme a legislação vigente determina.

Diante disso, ele classifica a denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual (MPE) como “inverídica”.

“Com relação a essa denúncia, não procede em nada. Trata-se de uma denúncia infundada. Quem usou o meu nome para fazer este tipo de coisa mentiu. Se usaram meu nome, foi indevidamente, eu não participei de nada disso”, enfatizou o peemedebista em juízo.

Como governador, Silval assinou dois decretos que supostamente teriam beneficiaram o esquema criminoso.

O primeiro centralizou a concessão de incentivos fiscais para incluir empresas no Conselho de Desenvolvimento Empresarial (Cedem).

A partir dessa normativa, ficou estabelecido que a concessão dos incentivos fiscais seria autorizada por decreto do poder Executivo, após prévia habilitação da empresa interessada em atender às condições e requisitos estabelecidos pela legislação.

O outro decreto considerou três empresas de Rosa como vistoriadas, mesmo elas não apresentando todos os requisitos necessários para integrar o programa de incentivos fiscais.

Com relação a isso, o peemedebista afirma que apenas cumpriu o que lhe foi determinado por meio de uma lei de autoria de lideranças partidárias, a qual foi aprovada pela Assembleia Legislativa.

Por conta desses decretos, Silval é acusado de chefiar a organização criminosa. Conforme a denúncia, o peemedebista e os ex-secretários de Estado Pedro Nadaf e Marcel de Cursi receberam R$ 2,6 milhões do empresário João Rosa a título de propina.

O montante teria sido “cobrado”, para que ele tivesse as suas empresas inseridas no programa de incentivos fiscais do Estado. A Polícia Civil acredita que o dinheiro foi utilizado para pagamento de dívidas de campanha.

O ex-chefe do Executivo estadual, por sua vez, rechaça as acusações e ainda acrescenta que nenhum dos ex-secretários atuou em sua campanha eleitoral.

“Nunca recebi nenhum cheque deste senhor, assim como nunca me reuni com ele para tratar sobre suas empresas. Isso não era uma prática adotada por mim durante a minha gestão. Eu sempre me reunia com os segmentos, não com empresários”, garantiu.


Autor:Kamilla Arruda com Diario de Cuiaba


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