Secretário-executivo do Ministério da Agricultura, o mato-grossense Eumar Novacki afirmou, durante coletiva na tarde desta sexta-feira (17), que as irregularidades apontadas na Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, são “fatos isolados”.
Segundo ele, o sistema de vigilância sanitária do País é consolidado e o Brasil tem parcerias comerciais com mais de 150 países. “O que queremos dizer é para a população ficar tranquila. Nosso sistema de vigilância é um dos mais respeitados do mundo. Nesta nova gestão estamos trocando aquela desconfiança total, pela confiança relativa, que é típico de gestão focada em resultado. Mas vamos cobrar mais. Aqueles que estiverem em desconformidade, vamos agir de modo duro”, disse.
De acordo com o ministério, o esquema fraudou mortadela, salsicha e carne de aves. Além disso, há suspeitas sobre fraudes na carne bovina e em rações para animais.
Segundo o secretário, há um temor que mercados como os dos Estados Unidos e União Europeia fechem as portas ao País. Ele disse que o Ministério definiu argumentos "contundentes" para rebater "qualquer suposição" sobre a qualidade da carne.
“Isso nos deixa preocupado, porque existem interesses econômicos e, ao não consumir produto brasileiro, vão buscar de outros países. Mas situações como esta servem de estímulo para continuarmos melhorando cada vez mais. Há alguns anos teve o episódio da carne de cavalo da comunidade europeia. No Brasil, não é a mesma gravidade, mas nos preocupa e medidas estão sendo tomadas”, afirmou.
Para Novacki, o trabalho de milhares de funcionários do Ministério não pode ser colocado em xeque por conta da ação de 33 funcionários. Segundo ele, todos os acusados de participar do esquema foram afastados. Outros quatro, que exerciam cargos de confiança, foram exonerados.
De acordo com o secretário, desde que assumiu o comando do Ministério, Blairo Maggi (PP) vem instaurando procedimentos administrativos para investigar possíveis desvios de conduta. Entretanto, não revelou o número exato de PADs.
Há anos existem “boatos” de possíveis irregularidades nas vigilâncias sanitárias do País. “O ministro Blairo Maggi instaurou vários procedimentos para apurar responsabilidades e o que tinha indício de crime enviamos para a Corregedoria. Alguns estão em curso, outros já foram punidos. Não deixamos nada embaixo do tapete”, afirmou.
“Não tenho número exato, mas nossa gestão instaurou mais procedimentos e demitimos mais funcionários que em anos anteriores. Na gestão Maggi não se aceita desvio de conduta. Compartilhamos as informações com o Ministério Público Federal para apurar responsabilidades criminais e, por isso, novas operações podem vir no futuro”, completou.
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Autor: Redação AMZ Noticias