Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Mesmo demitido, servidor da SEDUC MT despachava com Secretario




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Em depoimento ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o ex-superintendente de Infraestrutura Escolar da Secretaria de Estado de Educação, Moisés Dias, afirmou que seu antecessor do cargo, Wander Luiz dos Reis, mesmo já exonerado, mantinha influência e costumava despachar em uma sala localizada ao lado do gabinete do ex-secretário de Educação, Permínio Pinto. Ambos foram presos preventivamente na "Operação Rêmora" que apura esquema de cobrança de propina para liberação de pagamentos as empreiteiras que executavam obras de reforma e construção de unidades escolares. No total, são 26 obras que totalizam até R$ 56 milhões.

Moisés Dias também confirmou que só chegou a Secretaria de Infraestrutura Escolar por influência do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB). Ao mesmo tempo, negou qualquer participação no esquema e tampouco que tenha alguma associação com o ex-assessor especial Fábio Frigeri, preso preventivamente pela acusação de ser peça chave no esquema de cobrança de propina.

Durante o depoimento, Moisés Dias afirmou que Frigeri e a servidora Patricia Montefusco acompanhavam o secretário Perminio Pinto nas vistorias das obras das escolas, o que lhe deixava incomodado pois não estava sendo respeitada a hierarquia. Isso porque ambos prestavam contas de seus serviços diretamente ao secretário Permínio Pinto e não a Superintendência de Infraestrutura Escolar.

Questionado a respeito das acusações feitas pelo empresário Ricardo Augusto Sguarezi de que mandou procurar o empresário Giovani Guizardi e pagar uma taxa de 5% de propina para receber os valores pela obra executada, Moisés Dias afirmou que é mentira e disse que manteve encontros com empreiteiros dentro da Seduc sempre acompanhado de outros servidores públicos. 


Autor: Rafael Costa com FolhaMax


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