O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e o deputado estadual Peri Taborelli (PSC) bateram boca na tarde desta quarta-feira (11), durante depoimento do ex-chefe do Executivo à CPI das Obras da Copa do Mundo, na Assembleia Legislativa.
Isso porque Silval se irritou com as declarações de Taborelli, que criticou o ex-governador por conta das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e da forma como deixou o Governo do Estado.
O deputado ressaltou os processos respondidos por Silval na Justiça e afirmou que ele comandou "uma quadrilha de criminosos no Estado. Aí vem aqui e fica pregando que tudo ocorreu as mil maravilhas", disse.
Silval pediu para que o presidente da CPI, deputado Oscar Bezerra (PSB), interviesse nas falas do deputado, que estariam, segundo ele, ultrapassando os limites da comissão.
O parlamentar chamou, então, Silval de "ladrão". Bezerra, em seguida, cancelou o direito de Taborelli participar da sessão.
Irritado, o deputado bateu na mesa e afirmou que Bezerra estaria "protegendo Silval". Ele se retirou do local aos gritos.
“O senhor foi convidado para participar desta CPI, no entanto, não o fez porque só servia a presidência. Aqui não existe proteção a ninguém e está cancelada a sua participação. Boa viagem”, disse Oscar.
O depoimento
O ex-governador foi escoltado do Centro de Custódia da Capital para a Assembleia Legislativa, onde presta esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa.
A ida do político para a Casa foi autorizada pela juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital.
Silval está preso desde o mês de setembro do ano passado por conta da Operação Sodoma. Na Assembleia, o ex-governador foi acompanhado pelos seus advogados Valber Melo e Ulisses Rabaneda.
Antes de começar a ser questionado sobre as obras da Copa do Mundo e a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande, Valber Melo pediu questão de ordem, requerendo que o ex-governador fosse dispensado do compromisso de dizer a verdade.
O pedido formulado pela defesa de Silval foi acatado pelos parlamentares que compõem a CPI.
Silval reclamou que os deputados estaduais o tratam como “investigado” da mesma forma que na Justiça, onde é réu sobre a mesma questão.
“Venho aqui na intenção de colaborar. Quero responder todos os questionamentos. Me tratam nessa Casa como sendo investigado. Eu respondo inquérito na Justiça sobre esse assunto”, disse.
“Meu objetivo não é ficar em silêncio. Por isso queria que dispensasse esse item e eu colaboro com tudo que vocês disseram . Momento algum quero produzir provas contra mim no processo que tramita na justiça”, afirmou.
Autor: Camila Ribeiro com Midia News