Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Servidor preso no caso SEDUC é exonerado na ALMT e perde salário de R$ 12 mil




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A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa oficializou nesta quarta-feira a exoneração do assessor parlamentar Moisés Dias da Silva, preso preventivamente no dia 3 deste mês pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na Operação Rêmora, pela suspeita de participar de um esquema de cobrança de propina para liberar o pagamento de empreiteiras que executavam obras de reforma e construções de unidades escolares. O ato administrativo foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

Antes de desenvolver atividades de assessor parlamentar no Legislativo, Moisés Dias da Silva exercia a função de Superintendente de Infraestrutura Escolar da Secretaria de Educação no período de novembro de 2015 a março de 2016 em substituição a Wander Luiz dos Reis, também preso pela suspeita de participação no esquema de fraudes. As investigações apontam que Moisés Dias exercia peça chave no esquema de cobrança, pois passava informações das obras aos empreiteiros para favorecê-los na formação de cartel.

Em troca, os empresários teriam que pagar propina variável de 3% a 5%. As fraudes ocorreram em contratos de obras que somam até R$ 56 milhões.

Conforme o Gaeco, o esquema se dividia em três núcleos. O primeiro composto por agentes públicos que compuseram uma organização criminosa que fraudava licitações e contratos administrativos de obras públicas de construção e reformas de escolas.

Já o Núcleo de Operações contava com a participação de Luiz Fernando Costa Rondon, Leonardo Guimarães Rodrigues e Giovane Guizardi. Dos três, somente Giovane Guizardi está preso preventivamente.

O núcleo de empresários, por sua vez, teria se originado de um cartel formado pelas empresas do ramo da construção civil. De acordo com atos, ele ficou apenas dois meses como servidor, entrando no mês de março e saindo em maio com salário de cerca de R$ 12 mil.


Autor: Carlos Dorileo com FolhaMax


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