Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Deputados propõem a Taques parcelamento da Revisão Geral Anual




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Dividir a Revisão Geral Anual (RGA) em duas parcelas, uma de 7,5% em maio e outra de 3,75% em junho, é a proposta que a comissão de 12 deputados estaduais apresentou ontem no Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa aos representantes do Fórum Sindical e deve ser encaminhada, hoje, ao governo.

A legislação estadual diz que no mês de maio o Estado deveria pagar a reposição inflacionária referente ao ano anterior. O que indica que os salários deveriam ter um acréscimo de 11,27%, ainda neste mês. Mas por conta da crise financeira o governo informou que o reajuste não será pago, pois a prioridade do governo é pagar em dia os salários. Legalmente, o Estado justifica o não pagamento pelo fato de que isso contribuiria para o não cumprimento da meta da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Rogério Chapadense, presidente do Sindicato dos Fiscais do Procon do Estado (Sifiscon) e representante do Fórum Sindical, disse que em relação à proposta apresentada pelos deputados “vai aguardar a posição do Executivo”, mas não descartou a possibilidade de greve geral. Já apontada por diversos sindicatos, prevista para a próxima terça-feira, dia 24.

“A proposta vai ser encaminhada para o governo, o governo vai se manifestar na segunda, dia 23. Nós queremos a reposição de 11,27%, mas a gente acha a proposta dos deputados até defensável, mas vamos aguardar a posição do governo. O indicativo de greve permanece”, disse o sindicalista.

Cada categoria deve decidir em assembleias gerais se irão aderir à greve geral, marcada para o dia 24.

O deputado Wilson Santos (PSDB), líder do governo na AL, já havia informado em sessão plenária realizada na última quarta-feira (17) que o Estado não tem condições de pagar a RGA aos servidores.

“A RGA é legal, constitucional, um direito líquido dos servidores. Mas não é o momento para greve. A situação nacional é grave. Estamos discutindo, estamos apresentado propostas”, disse Wilson Santos.

Ontem, durante apresentação da proposta da comissão aos representantes do Fórum sindical, Wilson sugeriu que a Assembleia Legislativa "zere" seu caixa, para assim poder auxiliar o Executivo no pagamento da RGA. O líder do PMDB na Casa de Leis, deputado estadual Emanuel Pinheiro, disse que o Governo tem condições de pagar a revisão aos servidores, mas que não vê problemas na sugestão do líder do governo.

“Não vejo problema nenhum, caso o governo não tenha mesmo como pagar o RGA, direito constitucional do servidor e que se houver sobra de caixa na AL ou nas demais instituições, que se pegue do caixa e pague o RGA. O que eu quero é que o RGA seja pago”, disse Pinheiro.

A proposta de Wilson Santos causou confusão na Assembleia. Segundo o deputado tucano, há hoje no caixa da Assembleia R$ 120 milhões. O vice-presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (PSB), e o 1º- secretário, Ondanir Bortolini, o “Nininho” (PSD), reagiram contrários à proposta.

O secretário de Estado de Gestão, Julio Modesto, disse na última terça-feira que o governo vai apresentar uma proposta sobre o pagamento da Revisão inflacionária em junho. “Não temos como pagar neste mês de maio, mas vamos estudar possibilidades, vamos ver os números, as perspectivas de receita para o próximo mês para que no início de junho possamos apresentar uma proposta para o Fórum Sindical”, destacou.

Ontem, em Barra do Garças, onde se reuniu com servidores, Modesto disse que a proposta apresentada pelos deputados ao Fórum Sindical é “impagável”, mas aguardaria para dar uma posição final após chegar a Cuiabá e analisar com mais profundidade a proposta. 


Autor: Alexandra Lopes com DiáriodeCuiaba


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