Quinta-Feira, 16 de Abril de 2026

Estado planeja contratar mais 13 mil servidores nos próximos 02 anos




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Apesar de já comprometer a folha salarial acima do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o governo do Estado planeja contratar mais 13.367 servidores em concursos a serem realizados nos próximos dois anos. Dezessete estão em andamento.

O impacto na folha de pagamento apenas com essas novas contratações será de, no mínimo, R$ 431,6 milhões ao ano. O valor é R$ 70 milhões acima de tudo o que o governo economizou com cortes de custeio e de pessoal em 2015. As informações são da Secretaria de Planejamento. Em 2016 o governo gastará em torno de R$ 9,16 bilhões com os atuais 99 mil servidores.

A necessidade de realizar novos concursos, seja pela aposentadoria dos atuais servidores, seja pelo aumento da demanda em áreas como fiscalização, saúde, educação e segurança, foi um dos argumentos utilizados pelo governo para justificar a dificuldade em pagar a Revisão Geral Anual (RGA) de 11,27% neste mês de maio.

De acordo com o secretário de Estado de Gestão, Júlio Modesto, o impacto financeiro com a chegada dos novos funcionários é amenizado, em certa medida, pela saída de milhares de servidores, por aposentadoria. Porém, os servidores inativos também geram despesas ao erário: neste ano serão gastos quase R$ 700 milhões com aposentadorias e pensões.

Nos próximos dois anos, o governo pretende contratar 190 servidores do “Grupo TAF”, que trabalham na área de fiscalização de tributos. Somente com esse pessoal, o impacto será de R$ R$ 58,2 milhões na folha.

Também serão contratados 675 policiais civis, com impacto de R$ 105,9 milhões na folha; 734 profissionais para o Sistema Único de Saúde, que gerarão R$ 34,5 milhões de gastos anuais; e 5.107 profissionais para a Educação, ao custo anual de R$ 132,1 milhões. Além disso, haverá contratações de policiais militares, auditores, agentes prisionais, procuradores, peritos e gestores para várias secretarias.

 

Contratar novos funcionários é especialmente oneroso para o governo do Estado em razão de leis aprovadas nos últimos anos elevando os salários iniciais de várias categorias. Os fiscais de tributos, por exemplo, já entram no Estado ganhando R$ 18,8 mil, um salário superior ao de prefeito de Cuiabá, que recebe R$ 14,3 mil. Em 2007, o salário inicial dos fiscais era de R$ 6,4 mil. Os auditores, que chegavam ao Estado ganhando R$ 3,8 mil em 2007, hoje já entram ganhando R$ 14,3 mil.

Aumentos nos mesmos níveis aconteceram em carreiras como gestores governamentais, peritos criminais e também nas militares. Um subtenente da Polícia Militar, por exemplo, que ganhava R$ 3,2 mil em 2007, hoje ganha R$ 9,8 mil. 


Autor: Orlando Morais com DiariodeCuiaba


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