O deputado estadual Oscar Bezerra (PSB) revelou que o presidente do diretório estadual do partido, deputado federal Fábio Garcia, estará em Cuiabá nesta quinta-feira (9) para buscar um diálogo com o governador Pedro Taques (PSDB) e tratar da indicação do deputado estadual Max Russi (PSB) para se tornar secretário de Estado.
O parlamentar informou que, durante um jantar dos deputados estaduais com o governador Pedro Taques, defendeu a participação do PSB em um cargo de primeiro escalão, bem como uma conotação mais política na equipe de secretariado.
“Naquela ocasião defendi o nome do deputado Max Russi e agora se trata de um consenso da bancada. O Max está disposto a contribuir e o PSB o vê como uma grande opção para contribuir com projetos estratégicos para Mato Grosso”, disse.
Embora não seja confirmado oficialmente, Max Russi é cotado para assumir a Secretaria de Estado de Cidades em substituição ao arquiteto Eduardo Chiletto. Se confirmada a ida de Russi para o cargo de secretário de Estado, o PSB manterá a mesma representatividade na Assembleia Legislativa.
Isso porque o primeiro suplente é o ex-reitor da Unemat (Universidade Estadual de Mato Grosso), Adriano Silva, que detém base eleitoral em Cáceres e vislumbra alavancar sua participação no Legislativo para, futuramente, ser uma opção do PSB para concorrer a prefeitura daquele município. O partido ainda é representado pelos deputados Mauro Savi, Eduardo Botelho e o próprio Oscar Bezerra.
O perfil do parlamentar agrada ao governador Pedro Taques, que busca dar um perfil mais político a áreas estratégicas da gestão estadual com o intuito de alavancar projetos.
Ex-prefeito de Jaciara, município com potencial turístico em Mato Grosso, Max Russi concilia o perfil técnico e político para destravar obras na Secretaria de Cidades que possam beneficiar diversos municípios mato-grossenses.
O deputado Oscar Bezerra defende ainda uma conotação mais política ao secretariado de Taques alegando que muitos setores permaneceram travados com a escolha de perfis meramente técnicos.
“O governador pediu um prazo de 1 ano e já completamos 18 meses de perfil técnico. Tem muito setor da máquina pública estagnado, que não avança, e a Assembleia Legislativa pode, com deputados em seu quadro, ajudar a contribuir com o Executivo. Isso não é uma exclusividade do PSB, outros partidos poderão dialogar neste sentido. Afinal, é uma forma de construir uma melhor aproximação do Executivo com o Legislativo”.
Um dos setores considerados críticos é o Intermat (Instituto de Terras de Mato Grosso). “Pode colocar qualquer cidadão ali. Se continuar com a Procuradoria Geral do Estado interferindo diretamente na autonomia do órgão, nada vai avançar”, disse.
Autor: Rafael Costa com DiariodeCuiaba