Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

Wilson Santos suspeita de acordo entre deputado da base com bloco da oposição




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O deputado Wilson Santos (PSDB) disse ter criticado a construção da chapa que colocou os deputados Sebastião Rezende (PSC) e Oscar Bezerra (PSB) na presidência e vice-presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) por temer um acordo, nos bastidores, com o deputado Zeca Viana (PDT).

Isso porque Rezende foi pedir apoio a Zeca, que é um dos cinco membros titulares da CCJ, para ter a unanimidade dos votos na nomeação do presidente. Para Wilson, isso não seria necessário, pois dois cinco membros, quatro são da base governista.

“Aqui é uma disputa de poder. Você disputa poder no plenário, disputa poder nas comissões, etc. É uma disputa política. Se nós temos quatro deputados da base, não tinha porque compor com a oposição. Compor por compor? Você acha que para aí?”, questionou.

“O que estou dizendo é que o apoio do Zeca ao Sebastião não foi gratuito. Aqui as coisas são mais sérias, mais graves. É ingenuidade, romantismo, achar que ficou só nisso. Houve entendimentos, não sei quais, mas o tempo irá mostrar”, afirmou.

A CCJ é considerada a mais importante da Casa, pelo fato de que qualquer matéria da Assembleia passa pela comissão. É lá que se avalia se o texto não contraria a Constituição.

Sem citar quais acordos poderiam ter sido fechados, como a garantia de relatoria a algum projeto importante, Wilson disse que irá redobrar a atenção na comissão. Ele é membro suplente na CCJ e não tem direito a voto.

“O presidente é importante porque ele tem o poder de escolher o relator de cada matéria. Só ele delega. Aqui não temos sorteio”, disse.

“Vou ficar mais atento. Estou sempre atento. Até com a perna quebrada. Mas aqui a gurizada está acendendo cigarro no relâmpago. Aqui não pode cochilar. Atento, já tomamos uma dessas, calcula se não estiver”, ironizou.

Discussão em plenário

Na última quinta-feira (14), o deputado estadual Oscar Bezerra acusou o Governo do Estado de tentar interferir na formação da presidência e vice-presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Segundo ele, Wilson Santos disse que não seria “interesse do Executivo” que Sebastião Rezende e o próprio Oscar comandassem a CCJ.

Ele chegou a pedir que o Paiaguás "não se intrometa" em questões da Assembleia Legislativa pelo bem da manutenção da base.  

Wilson, por sua vez, negou que o Paiaguás tenha interferido na formação da comissão. E disse que o que houve foi uma crítica à composição feita por Sebastião com o deputado Zeca Viana.


Autor: Douglas Trielli com Midia News


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