Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

Potencial consumidor mundial da carne de Mato Grosso é muito maior




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Entre a realidade e a expectativa, existem atualmente dois mundos na bovinocultura de corte no país, o da melhor notícia do ano, que foi a conquista do mercado norte-americano para a entrada de cortes bovinos in natura e congelados vindos do Brasil e que muitos acreditam que os primeiros embarques ocorram em até 60 dias e o fato de que por mais um mês as exportações seguem em retração. De todo modo, para Mato Grosso, estado que detém o maior rebanho bovino do país com cerca de 29 milhões de cabeças e inúmeras plantas frigoríficas credenciadas com o Serviço de Inspeção Federal (SIF), a abertura deste novo mercado credencia a carne brasileira e mato-grossense a outros importantes países que seguem protocolos sanitários parecidos com os dos Estados Unidos e por isso, o potencial que este novo acordo tem para o mercado brasileiro é maior do que o que está sendo esperado.

Conforme o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, “o mercado norte-americano é exigente e remunera bem e sua abertura nos dá uma espécie de passaporte para mercados como Japão, Canadá e Sudeste Asiático, por exemplo”. O Estado deverá ser o responsável por 25% das exportações de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos. “Os norte-americanos definiram uma cota anual de importação de 64,8 mil toneladas in natura e congelada. Os frigoríficos interessados em enviar carne in natura para os Estados Unidos devem possui SIF. O Mapa irá indicar o estabelecimento aos Estados Unidos que dará o aval final para à importação da carne bovina in natura”.

ABRAFRIGO - Embora a ótima notícia da abertura do mercado norte-americano para a carne bovina in natura brasileira, cujos efeitos vão se verificar mais a médio prazo, o mercado externo continua preocupando frigoríficos brasileiros exportadores porque julho não trouxe grandes resultados. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) destaca que o Brasil exportou 111.835 toneladas em julho de 2015 e 105.041 toneladas em julho de 2016, queda de 6%. Em cifras, o país teve o ingresso de US$ 498,7 milhões em 2015, enquanto que, em 2016, foram de US$ 408,7, milhões, queda de 18%. “E a base de comparação não é boa porque 2015 já foi um ano de redução nas exportações”, alerta a entidade. 


Autor: Marianna Peres com Diario de Cuiaba


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