Sexta-Feira, 01 de Maio de 2026

Exportações de Mato Grosso tem previsão para crescerem 8.9% em 2017




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O comércio exterior de Mato Grosso tem previsão de crescer 8.9% no primeiro semestre de 2017 e 9.7% no fechamento do ano. A projeção constará na Mensagem da Lei Orçamentária Anual (LOA/2017) e foi feita pela equipe orçamentária da Secretária de Estado de Planejamento (Seplan), com base na série histórica da balança comercial do Estado, divulgada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Ela também leva em conta o resultado das exportações de Mato Grosso, que no primeiro semestre de 2016 totalizou US$ 8,2 bilhões, número que representa um crescimento de 25,5% do valor comercializado no mesmo período do ano passado. Em 2015, Mato Grosso exportou US$ 6,5 bilhões de janeiro a julho.

O prognóstico é visto como um dado positivo para a economia, já que o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado - cuja previsão para 2017 é de subir 2% - cresce na direta proporção em que crescem as exportações ao longo de dez anos seguidos, como mostra a série histórica desses dados a partir de 2002. Naquele ano, o PIB de Mato Grosso era de R$ 20,9 bilhões e as exportações chegaram a US$ 1,7 bilhão. Em 2011, nove anos depois, o PIB cresceu 355% chegando a RS 71,4 bilhões e isso só foi possível graças ao volume das exportações, que bateu a casa dos US$ 11 bilhões, ou seja, cresceu mais de 600% no mesmo período.

Previsão

Além da série histórica, Souza explica que considerou análises do Fundo Monetário Internacional (FMI) e análises do Banco Itaú sobre a tendência de crescimento das exportações para a China, nosso principal comprador. As análises dessas instituições indicam aumento da urbanização desse país, que até 2018 pretende aumentar a taxa de urbanização da população em 60%. Em 2015 ela era de 56,1%.

“Apesar dos economistas avaliarem que o nosso principal consumidor, a China, terá uma redução em suas atividades econômicas, mantendo ou reduzindo o mesmo patamar de consumo de 2016, a análise do Banco Itaú informa que reduzirão o consumo de metais, mas manterão e até aumentarão o de produtos alimentícios. O governo Chinês está impulsionando a urbanização e o consumo interno, como política de Estado”, explica Souza.

Produtos exportados

As exportações de Mato Grosso são baseadas em dois setores, o agronegócio e a indústria, que manejam juntos a venda para o exterior de oito principais produtos: soja, milho, carnes, algodão, madeiras, couros, metais e pedras preciosas, entre outros.

E a soja, sozinha, foi responsável por 71% do valor das exportações de 2016, o equivalente a US$ 5,8 bilhões, valor que indicou crescimento de 18,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Em quantidade, Mato Grosso também ampliou a venda de soja de 12,2 milhões de toneladas para 16,1 milhões de toneladas em 2016. Porém, o preço médio do produto recuou 10,1% no mesmo período.

O produto que vem na sequência é o milho que mais que dobrou o valor comercializado nos primeiros seis meses do ano passado, saindo de US$ 570 milhões para US$ 1,2 bilhão. Aqui a quantidade em toneladas também mais que dobrou de três milhões de toneladas em 2015 para sete milhões de toneladas este ano. E o preço teve queda de 11% em relação ao ano passado. Em terceiro lugar aparecem as carnes com US$ 600 milhões. O crescimento do ano passado para cá foi de 5,9% em relação ao ano passado.

O algodão ficou em quarto lugar, com crescimento no valor em dólar de 38% em relação ao ano passado. Esse produto também teve queda no preço de 5% e aumento na quantidade vendida em 44%.

“A vocação produtora e exportadora de Mato Grosso contribui muito para o desenvolvimento econômico do país, para a manutenção do saldo da balança comercial brasileira e com a agenda de inserção comercial internacional do país. Porém, ainda temos desafios, entre eles, o de aumentar nosso intercâmbio com países da América do Sul e ampliar o acesso aos mercados da Europa, EUA e Ásia. E por isso, passa a melhoria da nossa infraestrutura, um dos esforços que o governo busca empreender”, avalia o secretário de Planejamento, Gustavo de Oliveira.

Compradores

O nosso principal importador continua sendo a China que sozinha foi responsável por consumir 37,8% dos produtos vendidos em 2016. Se comparado ao ano passado, o país comprou 19,32% a mais este ano. Depois vêm Países Baixos, Indonésia, Irã, Tailândia, Espanha, Japão e Rússia.


Autor: AMZ Noticias com Márcia Oliveira


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