Jornal da Notícia
  Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Mãe clama por justiça “Além de atropelar minha filha, ele a chutou igual um cachorro”




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Inconformada. É assim que a dona de casa Ana Paula de Souza Alves, de 36 anos, se sente em relação à morte da filha de seis anos, que foi atropelada por um motociclista, em Várzea Grande. Ela pede que o culpado pague pelo crime.

O caso aconteceu na última quarta-feira (24), no Bairro Jardim Glória 2, por volta das 17h, quando a criança saía da Escola Municipal Maria das Graças Pinto, acompanhada da mãe.

O motociclista fugiu sem prestar socorro à vítima, mas logo depois foi preso pela Polícia Civil, no mesmo bairro.

A menina foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu depois de dar entrada no Pronto-Socorro da cidade.

 “Faltava apenas um passo para a minha filha colocar o pé na calçada. Além dele atropelar, ele passou por cima dela e chutou ela igual um cachorro para fugir”, disse a mãe, em lágrimas, ao MidiaNews.

Ana Paula contou que presenciou a cena do atropelamento da filha, pois tinha o costume de buscá-la todos os dias na porta da escola.

“Eu estava na esquina da escola como sempre fazia e quando ela me viu ficou eufórica para correr, falei para ela esperar. Olhei para um lado e para o outro, não vinha carro nem moto, então pedi para ela vir e do nada essa motocicleta sai da rua lateral andando no acostamento, em alta velocidade”.

A dona de casa acredita que o motociclista tenha cometido o atropelamento propositalmente. “A rua estava vazia, tinha tanto espaço para ele passar, não havia carro. Porque ele passou perto da calçada? Ali é uma escola e estava em horário da saída das crianças. O que a minha filha fez pra ele?”, questionou.

Sem prestar socorro

A mãe disse que o motociclista não prestou socorro à filha e fugiu assim que a atropelou. “Eu vi que ele parou um pouco mais a frente, olhou para a gente e depois fugiu. Eu não sabia se ia atrás dele ou se socorria minha filha, então corri para ela e quando a vi estava com sangue na boca e no nariz, fiquei desesperada”.

Ana Paula relatou que pediu socorro ao primeiro carro que viu na frente. Quem a ajudou foi o pai de duas crianças que também estudam na escola. Ele as levou para o Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande.

“Eu nem pensei em anotar a placa, só queria saber de socorrer ela. Pedi que pelo amor de Deus ele me levasse para um hospital. Quando cheguei lá a médica disse que minha filha não tinha resistido”.

“Quero que ele pague”

A dona de casa diz que, apesar de não acreditar na Justiça Brasileira, quer que o culpado pague pelo que fez.

“Ela era uma menina alegre e tinha muitos sonhos e ele tirou tudo isso dela. Eu quero que ele pague e fique preso por muito tempo. Se ele tivesse esperado a minha filha dar só mais um passo, hoje ela estaria aqui comigo”, disse.

“Eu sei que a Justiça do Brasil é um ‘faz de conta que não acontece’, mas eu queria realmente que quem estiver cuidando desse caso, ponha a mão na consciência e pense que hoje foi minha filha, mas amanhã pode ser os filhos deles também”.

Condutor embriagado

A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) afirmou que o piloto da motocicleta que atropelou a filha de Ana Paula tem 32 anos e estava embriagado. Além disso, ele não tinha  a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).


Autor: Jad Laranjeira com Midia News


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