O deputado estadual Wilson Santos (PSDB), candidato a prefeito de Cuiabá pela coligação “Dante de Oliveira”, está buscando desconstruir a imagem de seus dois principais adversários nestas eleições. Publicamente, o tucano tem associado a imagem do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PMDB) ao ex-governador Silval Barbosa, preso por corrupção no período em que comandou o Estado.
Nas reuniões, o ex-prefeito de Cuiabá tem criticado também o ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva (PDT), a quem classificou como defensor dos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef, que sofreu impeachment nesta quarta-feira. Wilson atribui ao pedetista a perda de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que previa investimentos de R$ 360 milhões para o sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário da capital. “Gente que prejudicou Cuiabá com a Operação Pacenas, quando colocou interesse pessoal e a perseguição ao adversário. Nos tirou R$ 350 milhões do saneamento em Cuiabá. É o senhor Julier, que agora é candidato, e que quando vestia a toga, que lhe pesava, não lhe cabia. Ele usava a toga para fazer política e perseguir quem ele não gostava”, lembrou.
O candidato tucano colocou que as ações de Julier na magistratura sempre tiveram cunho político, visto que a operação foi posteriormente anulada pelo Tribunal Regional Federal. “Não tenho nada contra (fazer política), mas viesse aqui para a rua, para a planície. Mas não usasse a caneta para perseguir para prender quem bem ele entendia”, disparou.
O deputado colocou que a eleição deste ano expõe claramente os grupos políticos existentes no Estado. “Nosso grupo é este aqui, cujo líder é o Pedro. É preciso deixar isso bem claro”, colocou o tucano, que estava ao lado do ex-governador e do deputado federal Fábio Garcia (PSB).
Já Taques, em seu discurso, tenta minimizar o desgaste do tucano por renunciar a prefeitura de Cuiabá para concorrer ao cargo de governador em 2010. “Eu faria o mesmo. Porque o Wilson pensou que como governador poderia ajudar mais a cidade que ama. Ele estava numa situação que não era ajudado pelo Governo do Estado. O erro do Wilson foi querer mais, queria através do Governo do Estado bem administrar Cuiabá”, assinalou.
Autor: Carlos Dorileo com FolhaMax