Terca-Feira, 02 de Junho de 2026

Dengue avança em Mato Grosso e SUS continua sem fornecer vacina




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Apesar de Mato Grosso ter registrado este ano até o mês de agosto um número de casos de dengue quase três vezes acima do limite de alta incidência preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e as secretaria de Estado e municipais de Saúde ainda não sinalizam a incorporação da vacinação contra quatro tipos da doença na rede pública.

Os casos de dengue em Mato Grosso chegaram a 793 a cada 100 mil habitantes e o limite de alta incidência estabelecido pela OMS é de 300.

Em 22 municípios a relação já é de 2 mil casos por 100 mil habitantes.

No Paraná, onde a incidência de dengue é menos da metade da do Mato Grosso - 349 casos para cada 100 mil habitantes – o Estado está já promovendo a imunização gratuitamente nos municípios mais afetados. A decisão é do governo de Beto Richa (PSDB).

Mosquito Aedes aegypti, transmissor.

Há três semanas já começou a campanha de vacinação para quem tem de 9 a 45 em duas cidades, Paranaguá e Assaí, onde a incidência é alarmante e, de 15 a 27, em outras 28 municípios de 399.

A vacina da dengue, produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur, oferece 66% de cobertura, em pessoas de 9 a 45 anos. Com menos ou mais idade que essas a vacina não mostrou-se efetiva, conforme pesquisas.

A médica Sheila Homsani, diretora da Sanofi Pasteur, afirma que, ainda que com estes limites, a vacina significaria uma cobertura de dois a cada três alvos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. “É bom lembrar que imuniza contra as quatro tipos da doença”, ressalta.

Reduziria também, como afirma a médica, em 93% os casos graves e em 81% as internações hospitalares.

A dose da vacina custa, para a compra junto ao laboratório, de R$ 132 a R$ 134, preço tabelado pelo Ministério da Saúde, conforme a médica Sheila Homsani.

A imunização completa é feita com três doses com intervalo de seis meses, com proteção crescente a cada dose.

O laboratório está em conversações com o Governo Federal para ampliar a aplicação, como decisão de país. “Está nos acompanhando desde a fase de pesquisa e estamos fazendo reuniões regulares, mas esta ainda é uma decisão local, para quem quiser começar já”, diz ela. “O Ministério ainda está fazendo estudos, para verificar em quais locais e quais públicos vai contemplar e quando”.

O Sanofi Pasteur já tem acordo com o Brasil na aplicação da vacina contra a gripe e contra a poliomielite.

O laboratório defende que a vacina pode ajudar os países a alcançarem a meta imposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de reduzir pela metade as mortes por dengue e a mortandade em 25%.


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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