A disparada do dólar para patamares de US$ 1.89, podendo chegar à casa dos US$ 1.90, é altamente favorável à economia de Mato Grosso e do país de uma forma geral, avaliou o presidente Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Fávaro, ao Olhar Direto.
“O dólar cotado entre US$ 1.50 e US$ 1.60 era mantido de forma artificial e prejudicava o setor produtivo de Mato Grosso e do país. A realidade é essa (com o dólar entre de US$ 1.75 e US$ 1.85). A enxurrada de dólares ocorrida para salvar alguns mercados foi muito prejudicial para a economia brasileira, mas agora podemos reverter a situação”, analisa Favaro.
Salienta ainda o líder setorial que o agronegócio e a indústria vão ser duplamente favorecidos porque o Brasil deixará de ser um importador.
“O Brasil não pode ficar na condição de um Paraguai, com todo respeito àquela nação, que importa praticamente tudo. Nós estávamos importando muito, fato que prejudica todos os setores”, avaliou o presidente.
Provocado pela reportagem a respeito da compra de insumos, bem como a importação de adubos e fertilizantes, que também é feita em dólar, Fávaro disse acreditar que mesmo assim (com o dólar em alta) a competitividade para os exportadores estará garantida.
Autor: Olhar Direto