Terca-Feira, 21 de Abril de 2026

Irmão de Wilson Santos ameaça servidores em áudio e Governo Taques o demite




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O candidato a prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), divulgou nesta quarta-feira (19) um áudio atribuído ao presidente da Metamat, Elias Santos, irmão do candidato Wilson Santos (PSDB), em que ele convocaria servidores comissionados da autarquia para uma reunião política, sob pena de exoneração.

No áudio, de quase 50 segundos, Elias Santos teria dito que queria todos os servidores comissionados em um evento no Hotel Fazenda Mato Grosso, a ser realizado na noite desta quarta.

O Gabinete de Estado de Comunicação já anunciou a exoneração de Elias Santos, por determinação do governador Pedro Taques, independente da apuração sobre o caso . 

“O governador Pedro Taques convocou todos os cargos comissionados para uma reunião às 20 horas e 30 minutos no Hotel Fazenda Mato Grosso. Todos, sem exceção. Aquele que não for será exonerado no outro dia. Eu não estou com brincadeira, aquele que não for será exonerado. Desculpa falar desta forma. Todos os cargos comissionados têm que estar hoje”, teria dito Elias, no áudio.

Segundo o advogado Nestor Fidelis, que comanda o jurídico da campanha de Emanuel, a Justiça Eleitoral foi acionada por meio de uma representação pedindo a cassação do registro de candidatura de Wilson e Leonardo de Oliveira (PSB).

O áudio teria sido gravado hoje, em uma reunião na Metamat, por uma servidora que se sentiu coagida Além disso, encaminharam o áudio ao Ministério Público Eleitoral e pediram que o órgão abra uma investigação por improbidade administrativa contra Elias e Pedro Taques.

“É um áudio que foi gravado hoje em uma reunião na Metamat por uma servidora que se sentiu coagida, como todos os servidores estão se sentindo. Ela gravou e para quem conhece ele [Elias], sabe de quem se trata. Várias pessoas testemunharam isso, são provas testemunhais”, disse Fidelis.

“Estávamos recebendo várias denúncias ao longo da campanha, mas nenhuma foi tão robusta quanto essa”, afirmou. Já Emanuel Pinheiro, classificou o episódio como “atentado à democracia”. E disse que há muito tempo vinha falando sobre o uso da máquina estadual contra sua candidatura.

“Eu lamento profundamente ter que parar a campanha eleitoral em virtude do áudio que recebi de um servidor indignado com esse atentado à democracia. Uma ameaça à liberdade de expressão e dignidade do servidor comissionado”, disse.

“Há algum tempo vínhamos denunciando as constantes ameaças ilegítimas e criminosas de secretários, agentes políticos, contra os comissionados, que tem liberdade de expressão. Isso é crime eleitoral”, afirmou.


Autor: Douglas Trielli com Midia News


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