Terca-Feira, 02 de Junho de 2026

Após quase dois meses, corpo de menina de 2 anos morta pelo pai é liberado




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O laudo do exame de DNA da pequena Maria Eduarda, de dois anos, ficou pronto nesta sexta-feira (4) e o corpo da menor foi liberado para que a família realize os procedimentos fúnebres. A criança foi morta pelo pai no dia 7 de setembro. O corpo foi localizado no dia 18 do mesmo mês e desde então estava no Instituto Médico Legal (IML) aguardando a realização do exame para a sua liberação. O homicídio ocorreu no município de Primavera do Leste (230km de Cuiabá).

Além do corpo da menor, também foi liberado para o velório Roseli Ribeiro de Melo, da cidade de Sinop (503 km de Cuiabá). Conforme informou a assessoria de imprensa da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Ainda como explicou a assessoria, as amostras biológicas destes casos e de outros 14 foram submetidas a exames por peritos criminais da Politec em parceria com o Laboratório Forense da Perícia Oficial de Goiás.

As análises estavam em atraso devido a falta de reagente para os exames e também por conta de problemas na máquina reveladora do raio x do IML da capital.  

De acordo com a direção do Laboratório Forense, a previsão é que outros Laudos Periciais sejam liberados ao longo da semana. A identificação genética é realizada quando não há preservação das impressões digitais ou da arcada dentária para a aplicação de outros métodos oficiais de identificação (papiloscopia ou odontologia legal), devido ao avançado estado de decomposição dos corpos.

Já os corpos que aguardam por exames de radiografia no IML poderão ser liberados nos próximos dias, pois a reveladora que estava em manutenção foi consertada e voltou a ser utilizada nesta sexta-feira (04).

Além dos 16 corpos que foram submetidos aos exames, após uma longa espera, pelo menos mais 20 corpos ainda aguardam liberação no IML. Pois ainda não foram identificados familiares para o confronto do exame de DNA.  

Morte de Maria Eduarda

O pai é acusado de dar um tapa na criança após ela defecar na cama. Em seguida, a menina dormiu e não mais acordou. Ela sofreu traumatismo craniano, segundo informações dos peritos que recolheram o corpo.

O pai, ao perceber que sua filha estava morta, a embalou em um saco plástico e a colocou numa caixa. Ele deixou o corpo da criança na casa onde residia e foi para a fazenda onde trabalhava.

Três dias depois com a madrasta da criança e por conta do mal cheiro resolveu esconder o corpo em uma área verde da cidade. Depois disso, ele ligou para a mãe dizendo que a menina tinha desaparecido. Três dias ele foi preso em Água Boa quando chegava na cidade.   

MPE investiga falta de reagente

O Ministério Público Estadual (MPE) abriu um inquérito civil para apurar a denúncia de falta de material para realizar exames de DNA para reconhecimento de cadáveres na unidade da Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) e Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá.

A investigação é conduzida pelo promotor Alexandre Matos Guedes e foi aberta na semana passada. A denúncia partiu de um cidadão que foi informado pelo diretor da Politec que a unidade não possuía o material para a realização do exame de DNA, essencial para reconhecimento dos cadáveres.

Na portaria, o promotor determina a notificação dos órgãos citados para que forneça informações referentes a denúncia.

 


Autor: Jessica Bachega com HiperNoticias


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