Pelo menos 400 pessoas “vivem” e “vagam” pelas ruas de Cuiabá. A estimativa é da Secretaria Municipal de Assistência Social. A grande concentração ocorre principalmente na região central, onde o aumento de moradores de rua e usuários de drogas em Cuiabá tem trazido preocupação aos cidadãos.
Nos últimos dias, a aglomeração deles, principalmente na Praça Ipiranga, tem sido alvo de reclamações. O constante assédio às mulheres é um dos fatos registrados nos últimos dias e tem causado medo.
Nesta semana, por exemplo, dois dos moradores estariam intimidando as mulheres que estavam à espera do ônibus. Um deles chegou a agarrar uma das mulheres. Ana Cristina da Silva conta que era por volta das 18 horas quando esperava o ônibus na praça. Um morador de rua, supostamente sob o efeito de álcool, começou a assediar e até segurar seu braço.
“Eu fiquei com muito medo. Até porque a maioria das pessoas que esperava ônibus era mulher. Ninguém apareceu para me ajudar. Nem perdi o tempo de ir à polícia, porque não sobra nada para eles e a gente tem que voltar aqui todo o dia e dar com a cara deles”, diz.
Cíntia Amorim também confirma que a presença dos moradores de rua tem causado pânico nas pessoas. Ela diz que é comum uma viatura de polícia ficar no local, mas em determinado horário vai embora.
“É complicado, eles ficam pedindo dinheiro, ‘cantando’ as mulheres. Fico até com medo de que eles estejam armados e ataquem a gente“, diz.
A Secretaria Municipal de Assistência Social afirmou que, em junho deste ano, o prefeito Mauro Mendes instituiu a matriz de responsabilidade para assistência aos usuários de drogas ilícitas e álcool e seus familiares, em Cuiabá. Na ocasião, a responsabilidade deixou de ser só da secretaria de Assistência Social e passou a ser compartilhada também pelas secretarias de Saúde, Educação, Cultura, Esportes e Turismo e Ordem Pública.
Desde então, atividades de abordagem são realizadas em conjunto e rotineiramente, conforme cronograma já definido. Diversos locais considerados pontos de concentração de moradores de rua – especialmente praças da capital – já foram alvos das abordagens e ainda estão sendo.
“O trabalho consiste na abordagem dos moradores de rua, na oferta de atendimento e, após a autorização dos mesmos, eles são retirados da rua e encaminhados para as unidades de abrigamento e, em caso de usuários de droga e álcool, eles seguem para as unidades terapêuticas”, diz a secretaria.
.jpg)
Autor: Aline Almeida com Diario de Cuiabá