Jornal da Notícia
  Terca-Feira, 02 de Junho de 2026

Perfis sociais “Fakes” ajudam esconder criminosos, golpistas e pedófilos




COMPARTILHE

A criação de perfis “fakes” ou falsos é cada vez mais comum nas redes sociais. Nelas pessoas se utilizam de fotografias, dados pessoais de terceiros com objetivos diversos, entrando em chats de relacionamentos e até para prática de outros crimes, como estelionatos e outras fraudes, fazendo diversas vítimas.

É o caso do agenciador de transportes Marlon Fernandes Romão Silva, 31, que na última quarta-feira (11), foi informado por um primo, que mora na cidade de Nova Mutum (264 km ao norte), que a foto dele e da esposa foram usadas no perfil de uma página falsa no Facebook.

O problema é que o suposto “dono” do perfil a usou para comprar e vender pornografia infantil e ainda ameaçou e coagiu a mãe da criança. O homem, que se identificou com o nome de Luiz Carlos, foi adicionado pela mulher no grupo de amigos e em seguida, passou a exigir que ela lhe entregasse foto nua da criança por R$ 50 e, como a mulher se negou foi ameaçada.

Criminosos podem se esconder atrás de perfis falsos para prática de crimes.

Quando o fato veio a tona e começou a ser compartilhado por moradores da cidade, Marlon se antecipou a Polícia Civil da cidade de Sinop (500 km ao norte), onde reside. Relatou os fatos e forneceu as imagens (print) capturados da página. Antes disso ligou para o telefone que usado no perfil falso.

Segundo ele, um homem teria atendido e dito que era morador de Rondonópolis (212 km ao sul) e que não tinha qualquer envolvimento com a situação. Alegou inclusive que mora em uma fazenda.

Quanto a página falsa, já foi toda “limpa” e agora, segundo Marlon, dela só constam mensagens religiosas e amenas, sem o conteúdo pornográfico inicial.

Apesar do problema que envolveu a imagem dele e da esposa, Marlon disse que vai continuar com a página na internet, que possui há mais de 10 anos, já que é conhecido na cidade e ela também é uma ferramenta de trabalho.

Mas lamenta o fato de que muitos internautas, desinformados, que não se dão ao trabalho de ler o conteúdo das matérias divulgadas pela imprensa, fazem comentários equivocados sobre a situação.

Na situação apresentada pela reportagem, criar um perfil falso utilizando fotos e dados reais, de pessoas vivas ou mortas, com intuito de inserir declaração falsa ou omitir a verdade, é tipificado como crime de falsidade ideológica, prevista no Código Penal.

Em alguns casos o infrator poderá ser responsabilizado pelo crime de injúria, pois a sua conduta ofende a honra subjetiva da pessoa que teve seus dados e fotografias utilizadas em rede social, denegrindo sua imagem.

Nesses casos, o melhor a fazer é registrar boletim de ocorrência em qualquer delegacia de polícia para que o delegado tome as providências necessárias com o intuito de cessar aquelas mensagens falsas, identificar a autoria e, se possível, fazer a prisão do infrator.

Em muitos casos, a exemplo do facebook, a vítima poderá denunciar o perfil falso ao responsável pelo site, que excluirá aquele perfil das redes sociais. A vítima poderá, inclusive, pleitear judicialmente indenização por danos morais a depender do caso concreto.

O delegado de Polícia deverá solicitar ao provedor do site, a preservação daqueles dados configuradores de ilícito criminal e representar pela quebra do sigilo telemático, com a finalidade de identificação do autor e de onde as mensagens foram postadas.

A investigação deste tipo de crime conta com o apoio da Gerência Especializada de Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), da Polícia Civil. Ela dá suporte às investigações de delegacias da capital e interior, em relação a parte tecnológica.

 


Autor: Silvana Ribas com Gazeta Digital


Comentários
O Jornal da Notícia não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros.

Nome:
E-mail:
Mensagem:
 



Copyright - Jornal da Noticia e um meio de comunicacao de propriedade da AMZ Ltda.
Para reproduzir as materias e necessario apenas dar credito a Central AMZ de Noticias