O deputado federal Victório Galli (PSC), que integra a chamada Bancada Evangélica no Congresso Nacional, utilizou as redes sociais para apoiar as medidas contra o aborto adotadas pelo recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A imagem postada no Facebook mostra o republicano assinando o decreto que proíbe financiamento do governo federal para organizações não-governamentais estrangeiras que promovam ou paguem o aborto, como se estivesse recebendo inspiração do próprio Jesus Cristo.
Na mesma postagem, Galli cita o texto bíblico de Isaías 46:9-10 para justificar o apoio à medida antiaborto de Trump. “Lembrai-vos das coisas passadas desde a antigüidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade”, assinalou o parlamentar.
Galli declara que como cristão deve combater o aborto. Afirma ainda que a prática representa o homicídio de inocentes incapazes de se defender. “Como cristão, não posso aplaudir financiamento aborto. Aborto é covardia. Como um governo vai financiar a matança? Isso é homicídio. Se Trump está fazendo isso, merece louvor e aplausos. Está mostrando que obedece a Jesus e defende a vida”, conclui Galli.
Decreto de Trump
O decreto sobre o aborto significa, na prática, que o presidente Trump revalidou uma medida da época do também republicano ex-presidente Ronald Reagan. A medida veda ajuda dos Estados Unidos a órgãos não-governamentais prestadores de serviços de saúde, que atuam em outros países, que discutam ou incluam o aborto como uma opção de planejamento familiar.
O decreto deverá ter o apoio de setores religiosos que lutam contra o aborto nos Estados Unidos. Mas a medida vai contra o que defende um segmento da Marcha das Mulheres, que desfilou pelas ruas de Washington, no último sábado (21), protestando contra as políticas anunciadas por Donald Trump.
A legislação dos Estados Unidos já proíbe o uso de dinheiro dos contribuintes americanos para serem usados em serviços de aborto em qualquer lugar, inclusive em países onde o aborto é legal. Mas o decreto assinado hoje constitui uma passo à frente, porque também congela o financiamento dos Estados Unidos aos prestadores de cuidados de saúde nos países pobres, se prestadores esses incluírem aconselhamento sobre o aborto ou defendam o aborto.
Autor: Jacques Gosch com RDNews