Terca-Feira, 21 de Abril de 2026

Taques demonstra otimismo e habilidade politica durante entrevista




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Nesta quarta feira, dia 25, o governador Pedro Taques respondeu durante uma hora  perguntas de radialistas de todas as regiões mato-grossenses em sua primeira coletiva desse gênero e que reuniu mais de 80 emissoras de rádio. O bate-papo foi transmitido ontem, a partir de 8 horas, em Cuiabá. Taques foi questionado sobre a crise nacional e a saúde, falou das obras de seu governo e anunciou outras, abordou sua relação com o funcionalismo público, citou o escândalo ocorrido em sua Secretaria de Educação (Seduc), focalizou a segurança pública e pela primeira vez desde que assumiu o Palácio Paiaguás acrescentou o ingrediente política em sua fala. A coletiva do governador foi apresentada pela radialista Elisete Mengatti numa bancada com a participação do jornalista Onofre Ribeiro.

Sobre a crise Taques disse que há três anos o Brasil está mergulhado nela e que nos últimos 12 anos o país perdeu 10% do que tinha pela má gestão do PT. Ele, porém, acredita que 2017 será melhor para os mato-grossenses, pelo aumento da produção agrícola.

Sobre Mato Grosso o governador não aceita a pecha de ‘quebrado’; segundo ele, o que ocorre são problemas de fluxo de caixa. Na tentativa de equilibrar as finanças o governo economizou R$ 530 milhões em seus dois primeiros anos, mas o problema é que nesse período a União deixou de repassar R$ 750 milhões ao Palácio Paiaguás.

Radialistas de Alta Floresta, Sorriso, Barra do Garças, Várzea Grande e Água Boa mesmo admitindo que houve avanço na saúde em seus municípios criticaram a estrutura dos hospitais públicos locais. Taques citou que saúde é um problema nacional e que não pode ser pensada somente como hospital, “ela é curativa e preventiva” analisou. Segundo ele, em 2016 seu governo repassou R$ 70 milhões para a saúde básica nos municípios, mas reconheceu que são poucos os hospitais regionais e o número de leitos de UTI. Taques citou que existem apenas sete hospitais regionais e 51 municipais, mas que sua administração construirá mais três, em Tangará da Serra, Porto Alegre do Norte e Pontes e Lacerda.

Ainda sobre saúde Taques falou de sua preocupação com a inexistência de UTI em Alta Floresta e no Vale do Araguaia abaixo de Barra do Garças. Porém observou que em seu governo houve avanço na instalação de UTI e, para tanto, fez um comparativo: em cinco anos no poder seu antecessor criou 51 leitos de UTI, enquanto ele, em dois anos, instalou 204. O governador assegurou que espera solucionar em breve a carência de UTI naquele município e no Araguaia.

Respondendo sobre a possibilidade de deflagração de greve dos servidores, disse que a relação de governo e servidores deve ser uma mão dupla de respeito e cordialidade. Assim ele espera que seja neste ano. O governador insiste que o direito de greve é tão constitucional quanto o dever de o administrador cortar o ponto do grevista, como determina o Supremo Tribunal Federal. “Mato Grosso tem 100 mil servidores e a grande maioria é gente boa, mas há os maus, como há entre os políticos e os jornalistas”, comparou.

Taques revelou que Mato Grosso tem 39 mil servidores na Educação e que 22 mil são professores sendo que 14 mil são professores contratados. O sindicato dos educadores (Sintep) defende a realização de concurso público para os 14 mil cargos ocupados por contratados. O pensamento do governo é o mesmo e ele assegura que realiza concurso nesse sentido. Ainda sobre o setor, Taques detalhou que existem 757 escolas estaduais e 400 precisam ser reformadas, “estamos buscando recursos no BNDES para tanto”, resumiu.

O escândalo descoberto no ano passado na Secretaria de Educação (Seduc), na área de construção e reforma de escolas foi abordado por Taques, sem que nenhum entrevistador o questionasse sobre o caso. O governador lamentou o ocorrido e deixou claro que se trata de episódio isolado e superado. Ele aproveitou o exemplo para focalizar a pavimentação de rodovias. Comparou que em dois anos construiu 1.430 quilômetros de asfalto rodoviário ao passo que seu antecessor, em cinco anos, não foi além de 890 quilômetros. “Precisamos saber o que aconteceu (antes de seu governo) e quem mandava na Secretaria de Infraestrutura e Logística?”, deixou a interrogação no ar.

No fechamento da entrevista Taques apresentou números do aumento de efetivos das corporações policiais, citou a redução da violência urbana, destacou o trabalho eficiente dos policiais e adiantou que estuda a criação de um batalhão da Polícia Militar no bairro Vila Operária, em Rondonópolis. 

O tom político do governador foi marca de todas as suas respostas. Além disso, antes de responder ao questionamento Taques citava deputados, vereadores, prefeitos, aliados e conhecidos nos municípios de onde as perguntas procediam.

 


Autor: Eduardo Gomes com Diário de Cuiaba


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