Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026

Operação caça acusados de integrar grupo de extermínio em Mato Grosso




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A Polícia Judiciária Civil, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, deflagrou na manhã desta segunda-feira (20.02) a segunda fase da Operação Mercenários, para o cumprimento de 21 mandados de prisão preventiva, 3 buscas domiciliares e 2 conduções coercitivas.

A ação é desdobramento das investigações de homicídios praticados em Várzea Grande nos meses de março e abril de 2016, por pessoas associadas em organização criminosa composta de policiais militares e vigias que atuavam na região do bairro Cristo Rei.

Os mandados de prisão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal de Várzea Grande contra dez pessoas, sendo 4 policiais militares. Por se tratar de fatos distintos, os suspeitos foram investigados em processos separados e tiveram as  prisões decretadas individualmente em cada um dos processos. São três suspeitos com quatro  mandados de prisão, cada um. Uma pessoa com três ordens de prisão. Para os demais foram apenas um mandado expedido.

Nessa fase da operação, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP) concluiu 5 inquéritos policiais que apuraram 5 homicídios e uma tentativa de homicídio. As medidas foram decretadas juntamente com o recebimento das denúncias nos processos. Os inquéritos já estão concluídos, exceto os 2 casos de condução coercitiva.

Das 10 pessoas com mandados de prisão, na operação Mercenários 2, seis  delas, incluindo dois policiais militares, encontram-se presas desde a primeira fase da operação, em 26 de abril de 2016.

As buscas domiciliares foram decretadas apenas para os réus que não foram alvos na primeira fase da operação. São três buscas, das quais duas são em residências de militares.

As conduções coercitivas destinam-se a dois policiais militares investigados por participação na organização criminosa. Contra eles não há nenhum homicídio relacionado.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, reafirmou a importância da ação conjunta da PJC e PM durante o cumprimento das buscas domiciliares e prisões. “A integração das instituições de segurança pública e a imparcialidade dos responsáveis pelas ações têm trazido mais eficiência e credibilidade às Forças de Segurança. O sigilo das investigações tem sido fundamental para a busca da responsabilidade penal”, enfatizou.

Investigações

Ao longo de 5 meses de investigações, a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) confirmou que as mortes eram encomendadas mediante pagamento, evidenciando o motivo torpe.

Outros inquéritos ainda estão em andamento na DHPP e as investigações apontam para a autoria do mesmo grupo. A apuração foi realizada por meio de uma força-tarefa entre as várias equipes da DHPP. A operação envolveu todo o efetivo da Especializada, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, que acompanhou o cumprimento dos mandados destinados aos membros da Corporação. 

Para resguardar a continuidade dos trabalhos não haverá pronunciamento por parte da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).Os nomes dos investigados também não serão revelados pela Polícia Civil

 


Autor: AMZ Noticias com Assessoria


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