Terca-Feira, 02 de Junho de 2026

Mato Grosso tem apenas 71,5% do numero efetivo ideal de policiais para serviço




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Uma pesquisa divulgada ontem pelo UOL aponta que Mato Grosso, assim como outros Estados da federação tem efetivos de policiais militares abaixo do previsto pelas leis estaduais. Os dados revelaram que 25 das 27 Polícias Militares têm menos militares que o previsto em lei estadual que fixa o número ideal de cada batalhão. O Estado de Mato Grosso está com 71,5% do efetivo ideal. Segundo o estudo o efetivo previsto é de 11.184 e a tropa é de oito mil.

O Estado com menor percentual apontado pelo estudo é o de Goiás com apenas 38,9% do ideal. São previstos 30.741 e o Estado conta com 11.950. Os dados são baseados nos próprios números apresentado pela Polícia Militar das localidades. As leis estaduais estipulam, em média, que as policias militares deveriam ter quase 600 mil policiais. Atualmente, a média é de 430 mil militares por Estado e em 11 deles, a tropa vem caindo anualmente desde 2012. Somando os batalhões, o déficit nacional é de cerca de 170 mil militares.

Das unidades, 22 Estados têm menos de 80% do que é fixado em lei e apenas quatro têm tropas com mais de 80% do efetivo fixado em lei: São Paulo, Ceará e Minas Gerais e Espírito Santo.

O levantamento mostra ainda que nos últimos anos, as tropas também foram se reduzindo em muitos casos. Onze unidades tiveram queda no número: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins. O Rio Grande do Sul, por exemplo, entre 2012 e fevereiro deste ano perdeu mais de cinco mil militares da ativa --caindo de 24,1 mil para 18,8 mil.

Um oficial da Polícia Militar de Mato Grosso que preferiu não se identificar afirma que a realidade do baixo efetivo esta cada vez mais presente em Mato Grosso. Segundo o soldado, a criminalidade vem crescendo cada dia mais e o número de policiais não são suficientes para tentar coibir a violência.

“Temos um grande vácuo quando se fala em contratação de policial. Há pouco tempo tivemos o chamamento, mas não é suficiente. O Governo demora muito tempo para tomar a iniciativa de fazer concurso. Policiais são afastados, aposentam, fica um vazio grande e quem acaba pagando por tudo isso, além do policial sobrecarregado, é a população que tem a sensação de insegurança”, disse. 

O soldado disse ainda que apesar dos militares terem em certo momento até cogitado cruzar os braços como ocorreu no Espírito Santo, o Estado ainda não deve se mobilizar. Segundo ele, muitos temem represálias do próprio Governo. “Temos família, vimos aí casos de policiais que sofreram represálias e até começaram a responder processos administrativos só por manifestarem sua opinião por meio de redes sociais”, disse.

 

 


Autor: AMZ Noticias com UOL


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