Um dos empresários com domínio do transporte coletivo de Cuiabá na década de 90 até o início dos anos 2000, Ronan Maria Pinto foi condenado pelo juiz federal do Paraná, Sérgio Moro, a pena de cinco anos de prisão em regime fechado por lavagem de dinheiro.
A condenação divulgada nesta quinta-feira (2) é resultado da 27ª fase da Operação Lava Jato denominada Operação Carbono.
As investigações da Polícia Federal descobriram que Ronan Maria Pinto recebeu R$ 6 milhões de um empréstimo fraudulento feito junto ao Banco Schahim em favor do PT. O dinheiro foi pago após Ronan Maria Pinto chantagear o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o ex-secretário geral da Presidência da Republica, Gilberto Carvalho.
A chantagem funcionou da seguinte maneira: ou a cúpula do PT pagava R$ 6 milhões a Ronan Maria Pinto para comprar o Diário do ABC, jornal da região de São Paulo, ou seriam divulgadas reportagens comprometendo a cúpula do PT no assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. Sem dúvida, Lula e o PT optaram em ceder a chantagem.
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Autor: AMZ Noticias com Agência Estado