Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

Governador quer alavancar a política mineral no estado de Mato Grosso




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Enfrentando crises econômicas e sem encontrar a chamada luz no fim do túnel a economia mato-grossense hiberna sobre uma riqueza mineral incomensurável em seu subsolo. O governador Pedro Taques enfrenta essa dualidade e quer eliminá-la. Para tanto, alinhava a estrutura do Programa de Desenvolvimento da Mineração de Mato Grosso (Pró-Mineração) para explorar seus depósitos de ouro, diamante, zinco, ferro, níquel, manganês, pedras coradas etc. Hoje, Taques reúne-se com deputados, secretários, geólogos, empresários, dirigentes de cooperativas e engenheiros de Minas para garimpar os últimos detalhes da primeira política mineral do estado que era uma espécie de mapa da mina para os bandeirantes quando da aventura que empurrou a fronteira Oeste do Brasil no século XVIII.

Mato Grosso tem riquezas de minérios diversos capazes de despertar interesse de grupos mineradores, mas precisa de uma política abrangente para se apresentar ao empresariado internacional, e para viabilizar a extração e escoamento de suas commodities minerais. Não há entrave na esfera federal para a atividade; a permissão para exploração dos direitos minerários é do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), mas os demais dentes da engrenagem são do governo estadual. Taques quer viabilizar tal política.

Recentemente uma missão organizada pelo governo estadual e liderada pelo titular da Secretaria de Desenvolvimento (Sedec), Econômico Ricardo Tomczyk, participou de uma grande feira de mineradores no Canadá. Mato Grosso foi ao evento em busca de investidores para o setor. A receptividade “foi boa”, observa o presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Marcos Vinícius Paes de Barros, que integrou a delegação. “O quê da questão para garantir a presença do capital estrangeiro é a falta de infraestrutura e essa será criada com o Pró-Mineração”, observa Paes de Barros.

O governo planeja um programa que permita o máximo do aproveitamento das reservas, mas que cause o menor impacto ambiental. “É possível conciliar as duas coisas. A mineração é feita em áreas pequenas e com o emprego de tecnologia de ponta. Na exploração do ouro não se utiliza mais o mercúrio”, acrescenta Paes de Barros.

O minério responde por aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado, mas pode se tornar um dos pilares econômicos, acredita o governador, que abordou essa questão em recente coletiva de rádio. Mesmo com pouca atividade garimpeira e mineradora Mato Grosso extraiu 9 toneladas de ouro em 2015 e naquele ano exportou US$ 1,2 bilhão (FOB) de diamante bruto.

Essa economia dará uma guinada quando começar a exploração de zinco em Aripuanã e Rio Branco; de Níquel, em Comodoro; quando for intensificada a mineração e o garimpo de ouro em Peixoto de Azevedo, Matupá, Pontes e Lacerda, Nova Xavantina, Novo Mundo e Poconé; quando houver extração em escala de pedras coradas em Aripuanã; e forem retomados garimpos de diamante no Vale do Garças, em Poxoréu e Juína. Sobre Juína a Metamat tem uma informação que mexerá com o mercado internacional: além do diamante industrial ali extraído foram encontrados diamantes cor-de-rosa que são cobiçados pelo setor gemológico e as grandes joalherias mundo afora.

O Pró-Mineração será ligado à Sedec e executado pela Metamat, mas com a participação transversal de diversos órgãos do governo e das prefeituras da base territorial de extração mineral. 

 


Autor: Eduardo Gomes com Diário de Cuiabá


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