Após equipe do Conselho Tutelar de Cuiabá correr risco de vida durante abordagem a uma mãe usuária de crack na noite do sábado (8) veio a tona um problema antigo que é a insegurança neste trabalho de atendimento a denúncias envolvendo crianças em situação de vulnerabilidade.
No sábado, Bárbara Barros Viana, 21, estava fumando uma pedra de crack, com o filho, de um mês e três dias, no colo, soprando fumaça na cara da criança, quando a equipe chegou a casa dela no Residencial França, bairro Baú. Visivelmente alterada, a mulher pediu um instante e entrou na casa, já voltando com um punhal de dedo na mão, atingindo cinco pessoas, sendo tres do Conselho Tutelar e duas vizinhas que haviam feito a denúncia.
O coordenador do Plantão do Conselho Tutelar, Marcivon Nunes, afirma que conselheiros, monitores e motoristas estão correndo este tipo de risco, principalmente os plantonistas que trabalham das 18h as 8h.
Segundo ele, representando os colegas, já protocolou reclamaçoes quanto a essa situaçao de insegurança em diversos órgaos públicos municipais e estaduais sem que algo tenha sido feito para evitar o pior.
Só no plantão, de janeiro a 31 de março, foram registrados 735 procedimentos este ano. “Todos arriscados, porque são denúncias, envolvendo mãe drogada, pais violentos e quando chegamos aos locais de conflito somos pessoas indesejadas”, ressalta Marcivon.
Odilza Sampaio, 63, que estava na ocorrencia de sábado, na casa da usuária, sofreu seis perfurações no corpo e 17 pontos, sendo 10 no abdome, cinco no dedo, e dois no braço.
A conselheira Josefina Maxmiliana de Figueiredo, 57, levou cortes no rosto e orelha. Motorista da equipe, Marcelo Antônio dos Reis, 39, foi atingido no braço esquerdo, além de duas vizinhas também atingidas.
O coordenador do plantão, Marcivon, alega que a PM muitas vezes nao pode acompanhar os conselheiros porque está em outras ocorrências e que seria importante uma viatura disponível para isso.
De antemão, a corporação assegura que é só chamar que pode sim acompanhar em todos os atendimentos.
Já a Secretaria Municipal de Assistência Social da capital acredita que este problema possa ser resolvido com capacitação das equipes e maior envolvimento Segurança Pública.
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Autor: Keka Werneck com Gazeta Digital