O presidente regional do PR, senador Wellington Fagundes, convidou seu colega de parlamento, José Medeiros (PSD), para ingressar nas fileiras de seu partido.
Conforme apurou a reportagem, a proposta foi dar “espaço” para que Medeiros dispute a reeleição ao Senado nas eleições de 2018, quando se encerra o mandato do parlamentar.
O projeto da sigla é, também, ter Fagundes como candidato ao Governo de Mato Grosso e o senador Magno Malta, do Espírito Santo, candidato à presidência da República. O convite foi feito na última semana, em Brasília, durante conversa de Medeiros com Fagundes e Malta.
Filiado ao PSD, Medeiros deve enfrentar dificuldade para disputar a reeleição na sigla. Isso porque, dentro da própria sigla, já se fala em lançar o vice-governador Carlos Fávaro nessa disputa.
Além disso, o partido pertence à base do governador Pedro Taques (PSDB), ao qual já há outros pretensos candidatos ao Senado.
Entre esses nomes estão o deputado federal Nilson Leitão (PSDB), o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB), o ministro de Agricultura Blairo Maggi, cujo partido, PP, ainda não rompeu definitivamente com grupo, e o ex-senador Jaime Campos (DEM).
“No PSD, Medeiros está sem espaço, porque o partido trabalha o nome do Fávaro à majoritária. Ele foi para o PSD com a garantia de que seria candidato à reeleição. Se isso for cumprido, ele não vai deixar o partido”, disse uma fonte próxima ao senador.
Em 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que políticos eleitos em pleitos majoritários – senadores, prefeitos, governadores e presidente da República – não podem perder os mandatos caso mudem de partido.
Desta forma, Medeiros ficaria livre para trocar de sigla a qualquer momento. Entretanto, a mudança, caso ocorra, deve ser no final deste ano ou no início de 2018.
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Autor: Douglas Trielli com Midia News