O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL), deputado Eduardo Botelho (PSB), afirmou que os deputados já estudam um convite para que o promotor de justiça Mauro Zaque e o ex-promotor Fábio Galindo prestem esclarecimentos sobre o suposto esquema de espionagem ilegal promovido por pessoas da cúpula do governo em 2015.
Zaque e Galindo foram secretário e secretário-adjunto de Segurança Pública de Mato Grosso, respectivamente, na época em que teria havido a denúncia sobre grampos ilegais supostamente feitos por membros do primeiro escalão do governo Pedro Taques (PSDB).
Ao menos 120 pessoas, entre jornalistas, assessores parlamentares da AL e até a deputada Janaina Riva (PMDB), figuram na lista dos grampeados. “Já estamos trabalhando para trazer luz às denúncias apontadas. Alguns parlamentares já defendem que possamos ouvir os promotores que, naquele momento, respondiam pela Secretaria de Segurança”, disse Botelho.
Ainda segundo o deputado, a existência de escutas ilegais envolvendo a Polícia Militar do Estado é um atentado contra a democracia e deve ser apurado com rigor pelas autoridades competentes e pelo próprio parlamento.
“Grampo ilegal é um grande atentado contra a nossa democracia. Como cidadão e como presidente deste Poder, não posso admitir que isso ocorra em Mato Grosso, especialmente contra uma representante eleita, no caso da colega deputada Janaína Riva. Vamos atuar em defesa da integridade da parlamentar e de qualquer outro deputado que possa ter sido vítima dessa situação”, disse.
Janaina Riva já anunciou que vai propor a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a prática de "arapongagem". A previsão é que ela apresente o requerimento já na terça-feira (16).
“Propor uma CPI é um direito da deputada Janaína e, se ela conseguir reunir as assinaturas suficientes, eu, como presidente, vou cumprir com meu dever e instaurar a comissão”, encerrou.
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Autor: AMZ Noticias com Gazeta Digital