O ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) afirmou que continuará a frente do ministério, assim como o Partido Progressista permanecerá na base do governo do presidente Michel Temer (PMDB). Segundo Maggi, Temer precisará reorganizar a base no Congresso Nacional para continuar aprovando as reforma trabalhista e da previdência.
"O Meu partido está na base e vai continuar na base. E nós vamos torcer e trabalhar para reverter o quadro. Força popular, o governo já não tinha. Desde a posse do presidente Temer, sabíamos que não éramos um governo popular. Mas tínhamos uma base parlamentar muito forte e isso dava as condições para que pudéssemos fazer as reformas necessárias. Perdemos um pouco disso nos últimos dias. Agora, se ele conseguir reorganizar a base no Congresso dará para fazer as reformas", analisou o ministro durante o evento “A Força do Campo” realizado pelo Banco Santander nesta quinta (25) em Cuiabá.
Já o governador Pedro Taques (PSDB) considerou que as denúncias contra Temer aumentou a crise política do País e classificou o momento do país como “grave”.
“O momento é grave e isso aprofunda a crise no País. O presidente Michel Temer precisa se explicar diante dessas denúncias e ele está fazendo isso no Supremo Tribunal Federal (STF) através das petições”, disse o governador Mato-grossense.
O tucano também comentou as denúncias contra o senador afastado pelo STF Aécio Neves. “O meu partido, o PSDB que infelizmente foi atingido através do senador Aécio que está sendo investigado, tem uma reunião marcada com toda a bancada federal, senadores, deputados federais, governadores e prefeitos para tirar uma posição em relação ao governo Michel Temer”, explicou Taques.
O governador também chamou a atenção para a utilização do instituto da “delação premiada” como forma de chantagem ou ameaça contra algumas pessoas.
“A delação é muito importante, o instituto da delação é importante para o momento em que vivemos. Agora no Brasil, e eu não estou generalizando, mas muitas vezes as delações se transformam em negociações, em chantagem política, em vingança. Não estou falando nesse caso do Temer e do Aécio em específico, mas muitas vezes a delação se transforma em venda de determinadas confissões”, finalizou.
.gif)
Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiaba