Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

Coronel nega participação de Pedro Taques no esquema de grampos




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O ex-comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Zaqueu Barbosa, responsabilizou o cabo Gerson Correa Junior como o principal responsável pelas interceptações telefônicas clandestinas no âmbito da PM de Mato Grosso. Segundo Zaqueu, o cabo era o responsável por todos os relatórios das interceptações e ter escolhido os militares que atuaram no “núcleo” das interceptações em uma sala comercial fora do Comando Geral da PM e da Casa Militar.

No documento de dez páginas obtido pelo Diário, Zaqueu Barbosa explica que o Cabo Gerson é que assinava os relatórios e que nunca ouviu qualquer áudio das pessoas interceptadas.

O ex-comandante da PM também negou “que as interceptações telefônicas tenha sido a mando do governador Pedro Taques desde a campanha eleitoral e que o início dos trabalhos se iniciaram em setembro de 2014, antes da troca de comando”, diz trecho do depoimento de Zaqueu Barbosa na última terça-feira (27).

O depoimento também explica que as interceptações telefônicas se iniciaram antes mesmo do termo de cooperação técnica entre o Ministério Público Estadual e a Policia Militar, por questões técnicas e de efetivos, já que a composição da equipe do serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) só se concretizou após a posse do governador em janeiro de 2015.

Zaqueu Barbosa também garantiu que nunca recebeu ordens do coronel Evandro Lesco e do atual secretário de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), coronel Siqueira Júnior, sobre interceptações e disse também não ter conhecimento se Gerson compartilhava as informações com Lesco, que era o chefe da Casa Militar e foi afastado após ser preso na última sexta-feira (23).

Zaqueu Barbosa também garantiu que nunca recebeu ordens de Lesco e do atual secretário de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), coronel Siqueira Júnior.

Zaqueu Barbosa também disse temer pela sua vida e pela vida de sua família e reclamou da segurança noturna do Batalhão de Operação Especial da Polícia Militar de Mato Grosso (BOPE/MT) localizado na Avenida do CPA, bairro Centro América.

Ele está preso desde o dia 23 de maio, apontado como o mandante do escritório clandestino de espionagem. Na ocasião o cabo Gerson Correa também foi detido.

O esquema veio à tona em maio deste ano com a revelação de que números telefônicos pertencentes a deputada estadual Janaina Riva (PMDB), do desembargador aposentado José Ferreira Leite, um assessor do desembargador Marcos Machado e Kely Arcanjo Ribeiro Zen, filha do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, além de jornalistas, advogados e servidores públicos, foram inseridos no grampos pelo método “barriga de aluguel”.

A denúncia foi oficializada à Procuradoria Geral da República (PRG) pelo promotor de justiça Mauro Zaque, em janeiro deste ano. Exatamente um ano e um mês após ter pedido demissão do cargo de secretário de Segurança Pública do Estado (Sesp).

 


Autor: AMZ Noticias com Diario de Cuiaba


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