A Marfrig Global Foods confirmou no ultimo dia 03 que está readequando a capacidade fabril da sua divisão Beef no Brasil e essa mudança, que segundo a Companhia é estratégica no atual cenário de carne bovina no país, atinge em cheio Mato Grosso, estado que detém o maior rebanho de bovinos do Brasil.
O processo inclui a reabertura, a partir da segunda quinzena de julho, das unidades frigoríficas de Nova Xavantina (MT) e Pirenópolis (GO) e ainda a expansão da produção, iniciada em junho, em quatro unidades frigoríficas - Mineiros, Tucumã, Chupinguaia e Paranatinga (MT) - nos estados de Goiás, Mato Grosso, Pará e Rondônia.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa explica que a mudança ocorre em função da maior disponibilidade de bovinos para abate no Brasil, decorrente do ciclo positivo de gado e maior retenção no 1º semestre do ano, e do atual cenário macroeconômico.
A empresa estima que após a implementação total dessas ações a operação brasileira da divisão Beef eleve sua capacidade efetiva em torno de 25% em relação ao patamar atual. "Esse aumento está alinhado à estratégia da Companhia na busca pelo crescimento sustentável", diz.
Em meados do mês passado, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, anunciou que o grupo Minerva Foods iria reativar unidade frigorífica localizada no município de Mirassol DOeste (329 quilômetros ao oeste de Cuiabá). Terceiro maior grupo frigorífico do país vai reabrir, também para esse mês, uma planta que estava fechada desde julho de 2015.
Na época do anúncio, o ministro explicou que a notícia da reabertura havia sido repassada pelo próprio presidente (CEO) da Minerva, Fernando Queiroz, e que o retorno das atividades em Mirassol DOeste estaria previsto para 6 de julho.
Há dois anos, o Minerva anunciou o encerramento das atividades em Mirassol DOeste, unidade com potencial de abate de mil bovinos/dia e que na época empregava 701 trabalhadores. Conforme nota da companhia, a decisão de encerrar a operação na cidade representava uma readequação das operações no Brasil como forma de obter melhorias de eficiência em rendimento, economia de custos por aumento da otimização da capacidade instalada e incremento de rentabilidade por reequilíbrio geográfico de suas operações. Naquele ano, várias unidades foram fechadas por todo Estado, pertencentes a diferentes grupos.
A JBS, responsável por quase 50% dos abates no Estado, paralisou unidades, reduziu os volumes de compra, padronizou as aquisições com pagamentos para 30 dias e não mais à vista, e isso alterou o mercado local. Considerando os efeitos da Operação Carne Fraca e das delações dos irmãos Batista, que são donos da JBS, a arroba estadual sentiu o peso da desvalorização pelo aumento na oferta de animais prontos para o abate. E as duas maiores companhias do setor, Marfrig e Minerva, no país, estão de olho nas fatias que estão e podem ser abandonadas pela JBS, no Estado.
Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá