Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

Nadaf diz que ao cobrar uma divida, Piran tentou agredir Silval usando uma cadeira




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O ex-secretário de Estado Pedro Nadaf confessou ter participado do esquema investigado na 4ª fase da Operação Sodoma e afirmou que os crimes foram engendrados durante um almoço com o "staff" da gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Nadaf prestou depoimento na tarde desta terça-feira (04), à juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital. Ele foi preso em setembro de 2015, durante a 1ª fase da Sodoma, e foi solto em setembro de 2016, após decidir colaborar com a Justiça.  

A 4ª fase da Sodoma apura esquema ocorrido em 2014, consistente na desapropriação de um terreno de R$ 31,7 milhões no Bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, sendo que metade do valor (R$ 15,8 milhões) teria retornado como propina à organização criminosa comandada por Silval.

Segundo ele, parte do desvio (R$ 10 milhões) foi usada por Silval para pagar uma dívida com o empresário Valdir Piran, do ramo de factoring.  

Ele ainda relatou que o empresário Valdir Piran chegou a tentar agredir Silval com uma cadeira por conta do não pagamento desta dívida e pelo fato de o ex-governador ter lhe passado um cheque sem fundos.

Briga entre Silval e Valdir Piran  

O ex-secretário contou que, por conta da dívida de Silval com Valdir Piran, quase ocorreu uma agressão física no Palácio Paiaguás.Segundo Nadaf, em novembro de 2014 Valdir Piran chegou no Paiaguás muito nervoso e se reuniu com ele com Silval.

"Ele começou a xingar o Silval de mentiroso, picareta, que não pagava. Em um determinado momento, ele pegou uma cadeira para jogar no Silval. Eu segurei a cadeira e afastei ele, o Silval saiu da sala e eu fui acalmando ele. Depois nós fomos acertando os pagamentos com ele, mês a mês eram resgatadas as notas promissórias com Piran e entregues para Silval".

"Essa briga aconteceu porque o Silval havia entregue cheque sem fundo para o Piran". Nadaf também contou que o filho de Valdir Piran, Piran Junior, chegou a visitá-lo quando ele estava preso no Serviço de Operação Especiais (SOE).

"Ele pediu para que eu não contasse em minha delação que o dinheiro da desapropriação foi usado para pagar ele. Acho que eles não queriam que chegasse a tudo isso".

 


Autor: AMZ Noticias com Midia News


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