Em um dos trechos do seu depoimento junto ao Inquérito Policial Militar, na última quarta-feira (5), o coronel Airton Benedito Siqueira Júnior, disse que o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta teve o seu comitê de campanha "grampeado" durante as eleições de 2016, quando não conseguiu se reeleger.
Segundo Siqueira, o então secretário-Chefe da Casa Civil Paulo Taques, o teria comunicado que advogados do seu escritório, que estavam prestando serviços jurídicos a Pivetta durante a campanha, eram monitorados por policiais militares. O coronel disse que após apurar o assunto, descobriu que o empresário Rogério Ferrarin, que à época atuava na campanha do então candidata a Luiz Binotti (PSD) (atual prefeito de Lucas), teria contratado o tenente coronel César Gomes por R$ 20 mil para averiguar suposta compra de votos.
"Que foram para Lucas do Rio Verde com a cobertura de ministrar instrução de tiro e que paralelo a isso, investigaria o fato; (...) Que o Cabo da PM Rafael disse ao informante que instalaram escuta ambiental e câmeras de vídeo no comitê da campanha do Pivetta e invadiram o escritório jurídico (da campanha do Pivetta) em um hotel e tiraram fotos e mandariam esses dados ao Tenente Coronel César Gomes para produzir um relatório e subsidiar futura impugnação da candidatura", diz trecho do depoimento de Siqueira.
O coronel também revelou que "ficou em uma situação difícil" já que Binotti era candidato do vice-governador Carlos Fávaro (PSD) e Pivetta do governador Pedro Taques (PSDB). "Percebeu um mal-estar gerado com o vice-governador, sendo que provavelmente venderam uma versão de que o informante [Siqueira] estava fazendo atividade de inteligência, totalmente diferente do que o informante relatou", diz outro trecho.
Ainda segundo Siqueira, o delegado Flávio Stringueta abriu inquérito para investigar o assunto e que foi intimado a depor sobre o caso e confirmou que também estava sendo investigado no referido caso.
Pivetta – O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, disse que buscará a justiça para que todos os envolvidos sejam punidos e que o atual Binotti teria sido orientado para realizar isso. “O vice-governador Carlos Fávaro e o Antero, orientaram o Binotti, eles que o ensinaram a fazer política”, afirmou.
Já o ex-senador e marqueteiro da campanha do prefeito Binotti, Antero Paes de Barros disse que defende as investigações e que os envolvidos no caso sejam punidos. “Isso precisa ser investigado com vigor. E eu nunca soube dessa história e nunca mandei grampear ninguém. Sou uma pessoa democrata e que sempre respeitei a constituição”, disse.
Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá