O governador Pedro Taques voltou a negar qualquer conhecimento ou participação no “escândalo dos grampos” em Mato Grosso que vem sendo investigado no âmbito da Policia Militar, no Ministério Público Estadual (MPE), Tribunal de Justiça (TJMT) e Procuradoria Geral da República (PGR). Porém, Taques disse que o assunto deve ser investigado para encontrar os responsáveis e puni-los.
“Não tenho absolutamente nada a ver com isso. Não grampeei ninguém e não mandei grampear ninguém. Agora, algo existe aí. Como disse o promotor Bulhões do Gaeco, uma patifaria existe aí”, disse o governador Pedro Taques nesta quarta-feira (12).
“O que chegou até a mim pelo então secretário de Segurança da época, Mauro Zaque, eu pedi para que colocasse no papel e mandei para o Ministério Público resolver. O promotor Mauro Zaque disse que protocolou outro documento falando dos grampos e esse eu não recebi”, complementou Taques.
Já em relação às prisões do ex-secretário-chefe da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, seu adjunto, coronel Ronelson Jorge Barros e o ex-comandante da Policia Militar, Zaqueu Barbosa, Taques disse confiar neles e que prisões não significa condenação.
"O secretário-chefe da Casa Militar está preso. O adjunto também está preso e quero dizer que confio nesses dois. Nós sabemos que a prisão não significa absolutamente nada porque existe a ampla defesa e o contraditório. O comandante da Polícia Militar à época, coronel Zaqueu, é um homem decente e a sociedade mato-grossense o conhece. Tenho absoluta certeza que isso será esclarecido”, afirmou.
Entre os alvos dos grampos ilegais estavam a deputada Janaína Riva (PMDB), o jornalista José Marcondes, o Muvuca, e as ex-servidoras Tatiana Sangalli Padilha e Caroline Mariano, além de desembargadores e outras autoridades. O coronel Zaqueu Barbosa e o cabo Gérson Luiz Correia Junior foram presos no dia 23 de maio em razão do Inquérito Policial Militar (IPM) que está em andamento na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
Já no dia 23 de junho, o até então secretário-chefe e o secretário-adjunto da Casa Militar, coronéis Evandro Lesco e Ronelson Barros, respectivamente, foram presos também por conta das investigações sobre os grampos clandestinos. Na ocasião também foram presos os também foram presos o comandante do 4º Batalhão da PM em Várzea Grande, região metropolitana da capital, tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista, e o cabo Euclides Luiz Torezan, que estava cedido ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Todas as decisões foram do desembargador Orlando Perri.
A denúncia foi oficializada à Procuradoria Geral da República (PRG) pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, em janeiro deste ano, exatamente um ano e um mês após ter pedido demissão do cargo de secretário de Segurança Pública do Estado (Sesp).
Zaque alega que pediu exoneração do cargo após informar o governador sobre o caso e ter exigido a exoneração do ex-secretário Paulo Taques, do comandante geral da Policia Militar de Mato Grosso, coronel Zaqueu Barbosa e de outros policiais e o governador não ter aceitado.
.gif)
Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá