Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

Prefeito de Cuiabá defende que Michel Temer seja investigado por crimes




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Diferentemente da deliberação nacional do PMDB, o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PMDB) se posicionou favoravelmente às investigações contra o presidente da República Michel Temer (PMDB), acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) de corrupção passiva, envolvendo a delação premiada do dono da JBS, Joesley Batista. Para o peemedebista é preciso "investigar e punir os culpados".

"Eu falo como advogado, que é a minha formação. Que se investigue e que, se comprovado a culpa, puna os responsáveis com o rigor da lei. É o que qualquer cidadão de bem e operador do direito pode desejar em um momento como esse", disse Pinheiro.

Para o peemedebista, qualquer denúncia precisa ser investigada. A postura do chefe do Executivo municipal destoa membros do PMDB em Mato Grosso, que fazem a defesa incondicional do governo Temer, como o presidente estadual do partido, deputado federal Carlos Bezerra (PMDB).

Por outro lado, Pinheiro "faz coro" à opinião do governador Pedro Taques (PSDB), que também defende a investigação contra o presidente da República, mesmo sendo da principal sigla aliada ao PMDB no governo federal.

A denúncia da PGR contra Temer está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal. O relator, deputado federal Sergio Zveiter (PMDB-RJ), apresentou um voto favorável na última segunda-feira (10) para que a Câmara autorize o Supremo Tribunal Federal (STF) a julgar a denúncia contra o presidente ao entender que há "sólidos" indícios da prática do crime de corrupção passiva.

Os deputados mato-grossenses Fábio Garcia (PSB) e Carlos Bezerra (PMDB) fazem parte da CCJ. Fábio Garcia ainda se diz indeciso se vota a favor ou contra a continuidade da denúncia. Já Bezerra teria já se manifestou contra a denúncia.  Independente do resultado na CCJ, a denúncia irá para o pleno da Câmara.

O presidente Michel Temer disse que não há provas concretas contra ele e que a denúncia é uma “infâmia de natureza política”, uma “peça de ficção”. O STF só analisará a acusação se a Câmara autorizar. Para isso, é necessário, primeiramente, que a Comissão de Constituição e Justiça de parecer favorável e, no plenário, sejam contabilizados ao menos 342 votos favoráveis à denuncia. Caso contrário não cumpra esses requisitos, a denúncia será arquivada.

 


Autor: AMZ Noticias com Diário de Cuiabá


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