Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

Mato Grosso planeja esforço fiscal para economizar R$ 5 bilhões até 2018




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O governador Pedro Taques (PSDB) realizou oito reuniões com seu secretariado, na quarta-feira (19), para traçar ações para os próximos meses de sua gestão em busca de equilíbrio econômico diante do cenário de crise nacional. A expectativa é de promover um “esforço fiscal” que culmine na economia de R$ 5 bilhões até 2018.

De acordo com o governador, trata-se de um momento difícil que exigem escolhas igualmente difíceis para colocar o Estado nos trilhos. Por isso, a reunião foi realizada para definir as prioridades financeiras e orçamentárias do Governo do Estado.

“Temos uma necessidade de ajuste do orçamento e precisamos fazer cortes, infelizmente. Já economizamos, com várias medidas, pelo menos 800 milhões até aqui. Nossa meta é ainda mais ousada”, disse em rede social.

Segundo o secretário de Fazenda, Gustavo de Oliveira, foi definido que, até o final desta gestão, será necessário realizar um esforço fiscal total de quase R$ 5 bilhões, que vão corresponder ao aumento de receita ou corte de despesas.

“Vale lembrar que o governador sempre disse que quando chegamos aos 800 dias de gestão, já tínhamos economizado mais de R$ 800 milhões. Temos que fazer um esforço fiscal até o final da gestão, em 2018, de quase R$ 5 bilhões. Isso, aumentando a receita e cortando despesa. É isso que a equipe econômica busca para ter contas saudáveis no Estado”, afirmou.

Ainda conforme o secretário, os trabalhos serão executados em três frentes. “Buscarmos receita e essa é a principal do ponto de vista do aumento da disponibilidade de caixa. Estamos também renegociando todas as dívidas públicas, desde a internacional em dólar, até com a União e o BNDS. E, na terceira vertente, o custeio das unidades”, disse.

No que diz respeito ao corte de despesas está previsto a redução dos gastos com supervisão de obras, combustíveis, publicidade, manutenção de rodovias, terceirização de serviços, pagamento de diárias, além de evitar tudo que possa ser considerado supérfluo.

Conforme o secretário de Estado de Planejamento, Guilherme Muller, a programação em andamento é realizada para que o Governo possa honrar os compromissos até o final de 2017. “Isso significa que não poderão ser realizados gastos que não estejam previstos. O que nós fizemos aqui, junto aos secretários, foi justamente ajustar, para que em termos financeiros e orçamentários, possamos dar cobertura nessa programação”, disse Muller.

 


Autor: AMZ Noticias com Gazeta Digital


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