Um casal foi preso hoje, pela Polícia Judiciária Civil, por aplicarem o chamado “golpe da UTI”, em Barra do Garças. Após serem encontrados pela ação da Delegacia de Roubos e Furtos (DERF), os suspeitos confessaram que tiravam dinheiro das vítimas oferecendo, a pacientes, procedimentos médicos que não eram realizados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) local. A polícia já investigava a ocorrência desse tipo de golpe no município.
Segundo informações da Polícia Civil, a suspeita Poliana Aparecida Silva, 28 anos, foi surpreendida pelos policiais tentando sacar o dinheiro, fruto do golpe, no caixa de uma agência do Banco do Brasil. Ela indicou o suspeito Fabrício Refo de Oliveira Mattos, 21 anos, como responsável pelo depósito em sua conta, que foi encontrado em sua residência, aguardando a chegada do dinheiro.
Poliana foi autuada pelo crime de estelionato, enquanto Fabrício é acusado por estelionato e tráfico de entorpecentes, pois portava substância que aparentava ser Haxixe, uma droga ilícita. Além da prisão dos dois, a polícia apreendeu comprovantes de depósito, cartões, senhas e a quantia de R$ 2.760.
Em depoimento, Fabrício revelou que já havia concretizado de 15 a 20 golpes, em cerca de dois meses de atuação. Suas vítimas eram pessoas menos esclarecidas, as quais ele conseguia os dados e informações através de pesquisas na internet.
O golpe
O chamado “golpe da UTI” tem se repetido e apresenta um padrão de atuação dos criminosos. Geralmente, um suposto médico liga para a vítima, que tem um parente em uma unidade intensiva e pede altos valores para a realização de exames que o hospital não pode oferecer.
Há algum tempo a Polícia Civil vem investigando casos de golpe da UTI em Barra do Garças. No mês passado, uma família foi enganada por um falso médico que pediu R$ 1.500 para realizar exames, os quais a UTI do Hospital e Pronto Socorro de Barra do Garças não estava apta a proceder.
A família, que estava com um paciente internado na unidade, depositou na conta informada pelo golpista o valor de R$ 750. A negociação foi tratada por telefone, com número de DDD 66.
Na época a direção do hospital informou que não existe, na unidade, o hábito de cobrar pela realização de qualquer exame, pois a UTI pertence a rede pública de saúde, mantida com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital fixou cartazes na unidade alertando a população sobre esse tipo de golpe.
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Autor: Kayc Alves com Semana7