O Partido Progressista (PP) pode ganhar dois novos membros com a crise vivenciada pelo PSB. Trata-se dos deputados estaduais Oscar Bezerra e Mauro Savi, que devem seguir caminho diferente das demais lideranças socialistas que deixarão a legenda devido à nomeação do deputado federal Valtenir como presidente do diretório em Mato Grosso.
De acordo com Bezerra, embora tenha sido formalmente convidado a aderir ao DEM pelo ex-governador Júlio Campos e pelo ex-senador e atual secretário de assuntos estratégicos do município de Várzea Grande, Jayme Campos, a filiação é inviável por conta de sua base eleitoral concentrada na região Noroeste de Mato Grosso, em especial no município de Juara.
“Todos os grupos adversários foram constituídos em Juara pelo deputado estadual Dilmar Dal Bosco. Se eu fosse para o DEM com autonomia de destituir o diretório municipal de Juara iria me transformar em um “Valtenir do B”. Não faço política dessa forma”, disse.
Por conta disso, o deputado Oscar Bezerra assegura que as conversas com o PP já estão adiantadas e a filiação deverá ser concretizada em março do próximo ano, quando pela legislação será autorizada a mudança de partido aos deputados estaduais e federais sem sofrer punições como a perda de mandato por infidelidade partidária.
“Tive conversas com o ministro Blairo Maggi, o Neri Geller e o deputado federal Ezequiel Fonseca. Como o PP não tem nenhum representante estadual e na minha região não há nenhuma divergência política, mostra-se o partido mais viável”, explicou.
Bezerra ainda afirma que, caso realmente defina a sua ida para o PP, ele será acompanhado por Savi. Ele afirma que existe um acordo para que eles sigam o mesmo caminho.
“A conversa entre eu e o Savi foi de que ficamos de definir juntos a saída do PSB. Então se definir que é o PP, vamos os dois. Acredito que essa conversa se mantém. Já conversamos com as lideranças do PP. Todos tem a simpatia da nossa chegada”, revelou.
Paralelo a isso, as demais lideranças socialistas tem se aproximado do Partido Democratas. Tratam-se do ex-prefeito Mauro Mendes, dos deputados federais Fábio Garcia e Adilton Sachetti, assim como os deputados estaduais Eduardo Botelho, Adriano Silva e Max Russi.
Na semana passada lideranças socialistas e democratas se reuniram para tratar do assunto. Na oportunidade, o ex-deputado federal Julio Campos, inclusive, chegou a dizer que os políticos do PSB estavam apenas aguardando a aprovação da reforma política por parte do Congresso Federal para poder fazer a migração.
Isto porque, com a aprovação desta medida se abre a chamada janela partidária, o que permite que políticos troquem de partido sem perder o mandato eletivo. Para Bezerra, entretanto, trocar o PSB pelo DEM seria “entrar pelas portas dos fundos”. Isto porque, ele acredita que poderá sofrer rejeição na sua região.
“Eu recebi o convite, mas eu tenho uma restrição na minha região porque todos os grupos formados nos municípios foram criados pelo Dilmar. Na oportunidade até foi me falado que eu poderia administrar os diretórios e trocar tudo, mas não quero cometer o mesmo erro que Valtenir cometeu, desrespeitando os colegas dos municípios, não é assim que eu faço política”, pontuou.
Apesar disso, Fabio Garcia garante que a escolha do novo partido será feita em conjunto, e ainda frisa que estão lutando para permanecer no PSB. “Não há nada fechado com nenhum partido. A decisão será de gripo e tentaremos que todos possam ir para um mesmo partido, mas antes lutaremos para ficar no PSB”, disse.
A insatisfação dos socialistas com o PSB foi motivada pela destituição do diretório regional da legenda por decisão do presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira.
Além disso, eles ficaram insatisfeitos com o fato da executiva nacional articular o retorno do deputado federal Valtenir Pereira a sigla, já na condição de presidente do diretório no Estado. Desde então foi travada uma briga judicial, na qual Garcia tenta retomar o seu posto de presidente.
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Autor: AMZ Noticias com Diario de Cuiaba