Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

Mesmo envolvido em escândalos, PMDB tenta unir oposição contra Pedro Taques




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O PMDB já começou a se articular para as eleições do ano que vem. Em encontro realizado na manhã desta segunda-feira (21), a legenda reforça a união dos partidos pertencentes à oposição ao Governo Estadual, e a garante que irá trabalhar no intuito de retornar ao comando do Palácio Paiaguás em 2018.

A expectativa é em cima do conselheiro Antônio Joaquim, que deverá se filiar na legenda assim que deixar o Tribunal de Contas do Estado.

“O Antonio Joaquim é um pretenso nome, ele pretende deixar o TCE para voltar a vida pública, e pretende ser candidato a governador. Ele, com certeza, é um dos nomes que esta sendo debatido”, enfatiza o presidente estadual da legenda, deputado federal Carlos Bezerra.

Acontece que o conselheiro também está sendo cortejado pelo PTB, que recentemente parece ter entrado para a base de sustentação do governador Pedro Taques. “Ele pretende filiar ao PMDB, mas se por ventura houver outra opção para ele, nem por isso ira haver vetos ao nome. Eu acho que o importante é os partidos da oposição continuar trabalhando de forma unidade”, disse o parlamentar.

Questionado sobre a possibilidade de a situação do ex-governador Silval Barbosa (PDMDB) vir a atrapalhar os planos da legenda, Bezerra descarta e afirma que a população tem que reconhecer os avanços promovidos durante a sua gestão como governador.

“Isso e uma questão pessoal do Silval Barbosa, não do PMDB. O partido é muito maior do que isso, o partido e uma instituição. Aliás, na hora que o cara esta na situação do Silval todo mundo quer jogar pedra, mas eu quero destacar que, em matéria de obras, de realização, foi um dos maiores governos de Mato Grosso, Cuiabá quem o diga. As obras de modernização da Capital, a ligação asfáltica de todos os municípios do estado, o programa de pontes, enfim, são vários programas que ele conseguiu porque ele era do PMDB”, destacou.

O deputado vai mais além e ainda critica a forma de gestão do atual governo. De acordo com ele, Silval deixou R$ 1,5 bilhão para serem aplicados e mesmo após dois anos e meio a frente do Palácio Paiaguás, o governador não conseguiu aplicá-lo.

“São obras importantíssimas, são estradas, são pontes, essa obra do vlt, e o governo não conseguiu andar. Então, a gente torce para que ele ainda consiga, pois ainda tem um ano e meio de governo. Eu acho que ele não vai conseguir aplicar tudo, então uma parte deste dinheiro vai ficar pro outro governo ainda”, completa.

No que tange a eleição proporcional, a intenção da legenda é fazer cinco deputados estaduais e lançar Bezerra ao senado, contando com a reeleição Silvano Amaral, Janaina Riva e Romoaldo Junior. “Há desejo de muitas lideranças na minha volta ao Senado. Mas isso vai ser definido no início do ano que vem”, disse.

No total, o PMDB possuiu cerca de 53 mil filiados em Mato Grosso. Atualmente, a legenda está a frente de 15 prefeituras, incluindo a Capital com Emanuel Pinheiro (PMDB). Além disso, possui 17 vices- prefeituras e 142 vereadores.


Autor: AMZ Noticias com Midia News


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