Quarta-Feira, 10 de Junho de 2026

Taques se diz candidato à reeleição e se orgulha em ser inimigo de Silval




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O governador Pedro Taques (PSDB) assumiu que será candidato à reeleição em 2018. Durante uma entrevista concedida à Revista Istoé Dinheiro, nesta semana, ele falou isso já atrelado ao discurso que utilizou em suas campanhas de 2010 e 2014: o de que combateu a corrupção, mesmo deixando o cargo de procurador da República.

“A eleição é ano que vem e eu quero ser um candidato, ser um bom governador pro Estado de Mato Grosso, para a nossa população. E é sempre bom dizer que desde o Senado, durante quatro anos, eu combati esta organização criminosa que se adonou do Estado de Mato Grosso”, disse se referindo ao ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

Em relação ao antecessor, Taques comentou sobre a delação premiada que o ex-governador firmou com o Ministério Público Federal (MPF) e negou a acusação de ter recebido caixa dois da JBS. “Eu nunca recebi dinheiro de caixa dois da JBS ou de quem quer que seja. O ex-governador de Mato Grosso, que é meu adversário, meu inimigo, na sua delação disse que ouviu dizer que eu teria recebido caixa dois da JBS”.

Taques aproveitou ainda para desqualificar seu adversário político, acusando-o de querer se vingar por meio de delação. “A delação não pode servir de instrumento de vingança de adversários políticos. (...) Este cidadão que roubou do Estado de Mato Grosso quase R$ 1 bilhão, até o tapete do Palácio foi levado, desapareceu, agora faz um acordo, vai pagar R$ 76 milhões, uma fazenda no meio do mato, um avião velho, vai ficar na sua cobertura e joga pra cima de todos”, criticou.

Ao responder às questões dos jornalistas Carlos Sambrana, editor-chefe da revista Istoé Dinheiro e Germano Oliveira, editor de política da revista Istoé, sobre a interferência da delação de Silval em seu cotidiano, Pedro Taques aproveitou para, além de disparar contra Silval Barbosa, também afirmar que sente orgulho em tê-lo como inimigo.

“O meu nome não está envolvido nas delações. Eu fui citado pelo ex-governador Silval Barbosa dizendo que ele ouviu dizer isso, mas todos sabem que eu sou inimigo político dele. Inimigo político que eu me orgulho”, asseverou.

Ao longo da entrevista, que abordou temas como o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), crise econômica, ajuste fiscal, concessões e investimentos, o tucano manteve sempre o discurso comparativo entre a gestão do peemedebista e a sua, destacando problemas que foram deixados pelo antecessor, como, por exemplo, dívidas e obras paradas e ressaltando que tomou medidas para reverter os quadros, com auditorias e investigações em contratos e incentivos fiscais.

Outro exemplo da herança de Silval destacado pelo governador foi o comprometimento do orçamento do Estado com salários de servidores e defendeu a reforma da Previdência como forma de sanar a questão. “O Estado não serve só para saldar salários, o Estado precisa ter investimentos, precisa melhorar a vida das pessoas. (...) A receita do Estado cresceu, mas os gastos com pessoal cresceram muito mais ainda em razão de lei que foram deixadas como bombas relógios para a nossa gestão”.  

 


Autor: AMZ Noticias com Gazeta Digital


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