Terca-Feira, 21 de Abril de 2026

Zeca Viana deixa futuro indefinido e diz que Emanuel deve ser afastado




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Ex-aliado de Emanuel Pinheiro (PMDB) na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Zeca Viana (PDT) defendeu o afastamento do peemedebista da Prefeitura de Cuiabá.

Para ele, o vídeo em que Emanuel aparece pegando maços de dinheiro no gabinete de Sílvio Cezar Corrêa, ex-assessor de gabinete de Silval Barbosa (PMDB), é “inquestionável”.

“A gente se engana com as pessoas. Em uma reunião que tivemos com a deputada Janaina do PMDB, que também apoiou Emanuel, ela me perguntou qual seria minha opinião, e, com toda sinceridade, mesmo com todo carinho e amizade que tenho pelo Emanuel, defendo o afastamento. É inaceitável. Acho que a Justiça vai fazer isso. Se a Câmara não fizer, a Justiça vai fazer”, disse, nesta segunda-feira (11), em entrevista à rádio Capital FM.

Além de Emanuel, outros parlamentares apareceram no vídeo divulgado no mês passado em todos os veículos nacionais. Entre eles, o deputado estadual José Domingos Fraga (PSD), Baiano Filho (PSDB), o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) e a prefeita de Juara Luciane Bezerra (PSB).

 “Contra fatos não há argumentos. Como vai questionar um vídeo? Sei que tem colegas que estão questionando, mas é inquestionável. Só falta dizer que aquilo não era dinheiro, era uma bola de jornal. É degradante a situação. Degradante”, afirmou Zeca Viana.

O deputado disse, ainda, ter se surpreendido ao ver Luciane nas imagens. À época, ambos eram os únicos membros de oposição à gestão de Silval.

“Me surpreendeu pelo vídeo. Mas eu achava que ela tinha alguma coisinha... Começamos muito bem o nosso trabalho no início do mandato, mas depois observei que ela foi ficando mais light sobre coisas do Governo, eu quase que questionava tudo sozinho. Tinha certos assuntos que ela estava sempre junto, mas tinha outros que não demonstrava muito interesse. É lamentável, sempre a tive como uma amiga, uma pessoa fantástica. Mas, infelizmente, a gente se surpreende”, disse.

“Vejo isso tudo com muita tristeza, indignação, de conviver e estar presenciando uma situação tão vergonhosa como esta, nojenta, dessa forma”, afirmou sobre as acusações de Silval contra os colegas.

Na Assembleia, 15 deputados da atual legislatura são citados da delação de Silval Barbosa. Zeca, entretanto, disse não acreditar que haja medidas contra o grupo por meio do próprio Legislativo.

“Eu acho difícil, porque existe um corporativismo lá dentro, que é natural. A comissão de ética pode até ser provocada, pode até pedir algum afastamento, mas se for para plenário, dificilmente vai passar”, disse.

Citado

Zeca voltou a negar ter feito qualquer tipo de cobrança a Sílvio Corrêa sobre o “mensalinho” que os parlamentares recebiam para apoiar o Governo. Sílvio Corrêa Araújo contou ao Ministério Público Federal (MPF) que Zeca era o único entre os 24 parlamentes que não recebia o dinheiro.

Entretanto, disse que em um encontro, Zeca questionou se também não iria receber o dinheiro. O delator, então, negou o pedido, pois Zeca não estaria em uma lista feito pelo também deputado Romoaldo Junior (PMDB).

“Jamais conversei com esse secretário. Teve uma vez, em uma reunião, que estavam todos os deputados. Ele apareceu, disse bom dia, mas fomos falar com o governador Silval. Eu nunca, jamais, falei com ele. E eu não tinha conhecimento de lista e que governador andava dando dinheiro para deputado. Eu não sabia. E como vou questionar uma pessoa que não conheço? É uma situação difícil de entender. Eu sou e era oposição”, afirmou.

Futuro político

Por fim, o deputado disse que avalia deixar a vida pública. Ele disse estar “desanimado”. “Esse lado podre da moeda me machucou, me deixou triste e estou bastante preocupado com meu futuro político, se continuo ou não. Não gostaria de falar isso, porque temos uma legião de pedetistas lutando pela moralização da situação, mas, infelizmente, é isso. A gente também entra em desânimo de ver tanta coisa errada e ficar impedido de mudar”, disse.

 


Autor: AMZ Noticias com Midia News


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