S�bado, 18 de Abril de 2026

Mais de 70% das rodovias de Mato Grosso enfrentam graves problemas




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Pesquisa da Confederação Nacional de Transportes divulgada ontem aponta que 71,1% (3.343 quilômetros) das rodovias (federais e estaduais) do Estado do Mato Grosso apresentam algum tipo de deficiência, sendo avaliadas como regulares, ruins ou péssimas. O levantamento faz parte da 21ª Pesquisa CNT de Rodovias e mostra que a qualidade das rodovias acaba encarecendo o custo do transporte rodoviário em 34,9%. O Estado fica com o maior custo da região Centro-Oeste, onde a média é de 29,3%.

A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte percorreu 4.842 quilômetros em Mato Grosso, avaliando as condições do pavimento, da sinalização e da geometria da via. A estimativa da CNT é que aproximadamente R$ 3 bilhões seriam necessários para melhorias dos trechos. Apenas para as ações emergenciais de reconstrução e restauração das vias, estima-se que seriam necessários R$ 2,37 bilhões. Para a manutenção dos trechos desgastados, o custo seria de R$ 648,96 milhões.

Das seis rodovias que tiveram avaliação do estado geral péssima, todas são estaduais sendo as MTs 240, 246, 255, 343, 358 e 483. Consideradas ruins estão MT-208 e MT-320. Na lista de rodovias regulares estão MT-243/BR-158, MT-343/BR-070, MT-407 e BRs 070, 158, 163, 174, 242 e 364. A MT-483 teve todos os quesitos considerados péssimos, o estado geral, pavimento, sinalização e geometria.

No Estado, 28,9% (1.399 quilômetros) da malha foi classificada como ótima ou boa. Na avaliação geral, a MT-130 foi considerada boa, assim como a BR-251. A única rodovia que apresentou classificação ótima foi um trecho de 10 quilômetros na MT-060/BR-070.

Ao todo dos mais de 4.800 quilômetros percorridos no Estado, 3.997 são de rodovias federais e 845 são de rodovias estaduais. Do total, 3.849 são de gestão pública e 993 são concedidas. A pesquisa identificou ainda seis trechos com buracos grandes que estariam colocando em risco o condutor que trafega pelos trechos.

No quesito condição da superfície do pavimento o estudo mostrou que 14,4% foram considerados totalmente perfeito, 43,5% estão desgastado, 38,5% estão com trinca em malha/remendo e 3,6% estão com afundamentos/buracos. No pavimento, são consideradas as condições da superfície da pista principal e do acostamento. A pesquisa classificou o pavimento como regular, ruim ou péssimo em 62,6% da extensão avaliada no Mato Grosso, enquanto que 37,4% foram considerados ótimos ou bons.

O estudo apontou que há problemas de sinalização em 65,4% da extensão avaliada em Mato Grosso (classificação regular, ruim ou péssimo). Em 34,6%, o estado foi classificado como ótimo ou bom. Ao analisar os trechos onde foi possível a identificação visual de placas, 6,6% apresentaram placas desgastadas ou totalmente ilegíveis.

No quesito geometria da pista são avaliados o tipo de rodovia (pista simples ou dupla) e a presença de faixa adicional de subida (3ª faixa), de pontes, de viadutos, de curvas perigosas e de acostamento. A pesquisa constatou que 72,6% da extensão pesquisada não tem condições satisfatórias de geometria; 27,4% tiveram classificação ótimo ou bom nesse aspecto. O Estado tem 93,0% da extensão das rodovias avaliadas de pista simples de mão dupla.

A PESQUISA - A 21ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias avaliou 105.814 quilômetros de rodovias em todo o país. Foi percorrida toda a extensão pavimentada das rodovias federais e das principais rodovias estaduais. A classificação regular, ruim ou péssima atingiu 61,8%, 38,2% das rodovias foram consideradas em bom ou ótimo estado. A classificação de regular, ruim e péssimo aumentou se comparado com período de 2016 quando foram 58,2%.

Vale ressaltar que pelas rodovias passam 60% da movimentação de cargas e 90% do transporte de passageiros. A 21ª Pesquisa CNT de Rodovias identificou 363 trechos de rodovias com pontos críticos, ou seja, situações atípicas encontradas ao longo das vias, que representam graves riscos à segurança dos usuários e queda da eficiência do transporte, o que leva a um aumento dos custos operacionais da movimentação de cargas e de passageiros resultante do prolongamento do tempo de viagem e do maior consumo de combustível.

No quesito sinalização de rodovias 40,8% foram consideradas ótimas ou boas e 59,2% foi considerada regular, ruim ou péssima. Em relação à qualidade do pavimento, a pesquisa indica que metade (50,0%) apresenta qualidade regular, ruim ou péssima. Já 77,9% da extensão das rodovias tiveram sua geometria avaliada como regular, ruim ou péssima e apenas 22,1% tiveram classificação boa ou ótima.

Para dotar o país de uma infraestrutura rodoviária adequada à demanda nacional, são necessários investimentos da ordem de R$ 293,8 bilhões, segundo o Plano CNT de Transporte e Logística. Apenas para manutenção, restauração e reconstrução dos 82.959 quilômetros onde a Pesquisa CNT de Rodovias 2017 encontrou trechos desgastados, trincas em malha, remendos, afundamentos, ondulações, buracos ou pavimentos totalmente destruídos são necessários R$ 51,5 bilhões.

CONCESSÕES – No início do mês passado o Governo de Mato Grosso anunciou o Pró-Estradas Concessões: Programa de Parcerias com o Setor Privado para Investimentos na Logística de Mato Grosso. São estimados mais de três mil quilômetros de rodovias estaduais para concessão à iniciativa privada. Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura a primeira fase, serão concedidos à iniciativa privada ao menos 525 quilômetros de rodovias com investimentos na ordem de R$ 1.5 bilhão. A segunda fase deve contemplar 12 trechos e mais de 2.600 quilômetros. Os primeiros leilões devem ocorrer ainda no início de 2018, os investimentos devem ultrapassar R$ 7 bilhões.

 


Autor: AMZ Noticias com Diario de Cuiaba


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